13 de outubro de 2014, 10h21

“Compreensível”, diz Dilma sobre o apoio de Marina a Aécio

“Ela tem menos proximidade com o programa social do meu governo", afirmou a presidenta, que disse não acreditar em uma transferência automática de votos da candidata do PSB ao tucano Aécio Neves.

“Ela tem menos proximidade com o programa social do meu governo”, afirmou a presidenta, que disse não acreditar em uma transferência automática de votos da candidata do PSB ao tucano Aécio Neves

Por Redação

Neste domingo (12), a presidenta e candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) afirmou, em uma coletiva de imprensa realizada em São Paulo, que considera “compreensível” o apoio da ex-presidenciável Marina Silva (PSB) ao candidato Aécio Neves (PSDB) no segundo turno. “Eu acho que esse anúncio, essa opção, é compreensível, porque a proximidade que ela tem é com o programa econômico do Aécio. E tem menos proximidade com o programa social do meu governo”, declarou.

A presidenta disse não acreditar que haja uma transferência de votos automática de Marina ao candidato tucano. Na ocasião, ela criticou as propostas econômicas do PSDB e também aquelas defendidas pela ex-candidata do PSB à presidência. “Ela [Marina] é a favor da independência do Banco Central, eles são a favor de reduzir o papel dos bancos públicos, nós não somos. Isso significa acabar com o Minha Casa, Minha Vida, reduzir toda política de conteúdo local. Tem coisa que eu não incorporo nem que a vaca tussa”, destacou.

Dilma negou que tenha havido qualquer falha de sua campanha na tentativa de atrair o apoio de Marina, pois se tratava de um alinhamento ideológico diferente do seu. Ela aproveitou o Dia das Crianças para falar sobre as políticas governamentais direcionadas aos mais jovens e afirmou que, no governo do adversário Aécio Neves, o estado de Minas Gerais apresentou o menor percentual de redução na mortalidade infantil.

Foto de Capa: Divulgação / Facebook