Seja Sócio Fórum
11 de abril de 2018, 12h44

Concentração de renda aumenta em quase todas as regiões do país em 2017, diz IBGE

Os que estão no topo da pirâmide de renda, o 1% mais rico, manteve sua distância dos 50% mais pobres

A concentração de renda no Brasil aumentou no Norte, Nordeste, Sul e Centro-Oeste e ficou estagnada no Sudeste. Esta é a principal conclusão do IBGE, que divulgou nesta quarta-feira (11), o comportamento do rendimento de todas as fontes em 2017, com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnadc). Em 2017, houve queda de 0,56% no rendimento de todas as fontes, que inclui além dos salários, aposentadorias, pensões, benefícios sociais como Bolsa Família e Benefício de Prestação Continuada (BPC), passando de R$ 2.124 em 2016 para R$ 2.112 em 2017. Nos rendimentos do trabalho, a queda foi mais...

A concentração de renda no Brasil aumentou no Norte, Nordeste, Sul e Centro-Oeste e ficou estagnada no Sudeste. Esta é a principal conclusão do IBGE, que divulgou nesta quarta-feira (11), o comportamento do rendimento de todas as fontes em 2017, com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnadc).

Em 2017, houve queda de 0,56% no rendimento de todas as fontes, que inclui além dos salários, aposentadorias, pensões, benefícios sociais como Bolsa Família e Benefício de Prestação Continuada (BPC), passando de R$ 2.124 em 2016 para R$ 2.112 em 2017. Nos rendimentos do trabalho, a queda foi mais intensa, de 1,36%. Mais intensa ainda entre os que ganham menos. Entre os 50% mais pobres, o recuo foi de 2,45%. Essa massa de 43,4 milhões de trabalhadores passou a ganhar R$ 754, valor 20% menor que o salário mínimo vigente no ano passado de R$ 937.

A massa de rendimentos mensal domiciliar per capita foi estimada em R$ 263,1 bilhões, mas altamente concentrada. Juntos, os 10% mais ricos recebem o mesmo que os 80% mais pobres da população. Com isso, 12,4 milhões de pessoas concentram a renda equivalente a de quase 100 milhões pessoas (99,6 milhões).

Os que estão no topo da pirâmide de renda, o 1% mais rico, manteve sua distância dos 50% mais pobres. Eles recebem 36,1 vezes mais que 50% da população. No Nordeste, essa distância é ainda maior de 44,9 vezes. Na região, a desigualdade cresceu. Em 2016, a diferença era de 39,9 vezes. No Norte, essa diferença também subiu: passou de 31,9 vezes para 35,9 vezes.

 

 

Fórum em Brasília, apoie a Sucursal

Fórum tem investido cada dia mais em jornalismo. Neste ano inauguramos uma Sucursal em Brasília para cobrir de perto o governo Bolsonaro e o Congresso Nacional. A Fórum é o primeiro veículo a contratar jornalistas a partir de financiamento coletivo. E para continuar o trabalho precisamos do seu apoio. Clique no link abaixo e faça a sua doação.

Apoie a Fórum