19 de dezembro de 2018, 11h49

Condenado por homofobia prefere ir para a cadeia ao invés de pedir desculpas

Foi oferecida a ele a oportunidade de pedir desculpas, em troca do fim do processo. Ele não aceitou e foi condenado a quatro meses de detenção

Gustavo e Danilo. Foto: Reprodução G1

O comunicador visual G. E. A., de 57 anos, foi processado por injúria, após xingar, em dezembro de 2016, os músicos Gustavo Souza, 29, e Danilo da Silva, 21, que estavam dentro da estação Mooca da CPTM, em São Paulo. Foi oferecida a ele a oportunidade de pedir desculpas, em troca da “extinção da punibilidade”, ou seja, o fim do processo. Ele não aceitou e foi condenado a quatro meses de detenção.

De acordo com o casal e testemunhas, o homem os indagou: “qual de vocês dois é a mulher? Qual o sentido de tentar ser uma mulher já que não podem procriar e ter uma família?” A partir daí, em gritos, insultou o casal com palavrões.

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Como G. E. A. não tinha antecedentes criminais, a pena foi substituída por quatro salários mínimos, dois para cada vítima.

A sua defesa, no entanto, alegou que “o mesmo repudia qualquer ato que envolva discriminação por opção sexual” e esclarece que “optou por não efetuar qualquer tipo de acordo ou retratação por ter convicção de sua inocência e de que jamais teria cometido qualquer ato lesivo contra a honra dos querelantes”.

“O que mais assusta durante o processo é que o agressor tinha certeza absoluta que ele estava correto, que ele estava exercendo um direito de liberdade de expressão” disse o advogado do casal, Filipe Panace.

Com informações do G1

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