18 de dezembro de 2015, 13h48

Confrontada, Secretaria de Segurança Pública de São Paulo admite “problema de comunicação na PM”

Depois de reportar um número muito menor de manifestantes no ato pró Dilma da última quarta (16), a Secretaria do governo Alckmin (PSDB) mandou duas notas de esclarecimento: uma retificando o erro e responsabilizando a imprensa; a outra explicando que equívoco foi um problema interno por Redação A Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP) divulgou mais uma nota para tentar explicar o erro na divulgação do número de pessoas que se manifestavam contra o impeachment, na última quarta (16). A primeira contagem divulgada pela PM era de 3 mil pessoas, mas, de acordo com os dados finais, eram...

Depois de reportar um número muito menor de manifestantes no ato pró Dilma da última quarta (16), a Secretaria do governo Alckmin (PSDB) mandou duas notas de esclarecimento: uma retificando o erro e responsabilizando a imprensa; a outra explicando que equívoco foi um problema interno

por Redação

A Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP) divulgou mais uma nota para tentar explicar o erro na divulgação do número de pessoas que se manifestavam contra o impeachment, na última quarta (16). A primeira contagem divulgada pela PM era de 3 mil pessoas, mas, de acordo com os dados finais, eram cerca de 50 mil manifestantes.

Na primeira nota, intitulada “PM contesta número divulgado pela imprensa”, a Secretaria responsabilizava os veículos de comunicação pela divulgação equivocada, com a afirmação de que “alguns órgãos de imprensa erraram ao informar o número fornecido pela Polícia Militar”. Entretanto, na nova nota, a responsabilidade passa para a PM: “Houve um problema de comunicação na PM ao divulgar a estimativa de manifestantes no protesto de quarta-feira”.

Na nota, a SSP enfatiza que “o registro de 3 mil manifestantes refere-se ao início da manifestação, atingindo 50 mil pessoas no seu ápice”. No entanto, portais como o G1 informaram ao público a primeira contagem divulgada pela PM – até às 13h, o número não havia sido alterado no portal.

No texto, a secretaria do governo Alckmin (PSDB) esclarece também que o erro não se deu durante a contagem, mas no processo de veiculação dos dados. Segundo a Polícia Militar, a medição de público é realizada por meio de imagens colhidas por câmeras de monitoramento e por recursos de mapas e georreferenciamento.