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06 de junho de 2007, 19h29

Congresso: cresce domínio empresarial e ruralista

Estudo aponta que cresce o número de parlamentares sócio de empresas; bancada ruralista representa 20% do número total de deputados e senadores

Estudo aponta que cresce o número de parlamentares sócio de empresas; bancada ruralista representa 20% do número total de deputados e senadores Por Danilo Augusto, Brasil de Fato O que esperar do novo Congresso – perfil e agenda da nova legislatura? Este foi o livro lançado na quarta-feira (16), em Brasília (DF), pelo site Congresso em Foco e o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap). A obra detalha em suas 400 páginas os perfis de cada um dos 618 deputados federais e senadores que compõem o Congresso Nacional. O documento aponta, entre várias informações, o aumento de parlamentares que são...

Estudo aponta que cresce o número de parlamentares sócio de empresas; bancada ruralista representa 20% do número total de deputados e senadores

Por Danilo Augusto, Brasil de Fato

O que esperar do novo Congresso – perfil e agenda da nova legislatura? Este foi o livro lançado na quarta-feira (16), em Brasília (DF), pelo site Congresso em Foco e o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap). A obra detalha em suas 400 páginas os perfis de cada um dos 618 deputados federais e senadores que compõem o Congresso Nacional.

O documento aponta, entre várias informações, o aumento de parlamentares que são sócios de empresas ou exercem algum tipo atividade empresarial urbana ou rural. Outro crescimento significativo foi a da bancada ruralista, que subiu de 111 para 120 parlamentares em relação a ultima legislatura, representando assim, quase 20% de deputados e senadores. Antônio Augusto Queiroz, analista político e um dos coordenadores do projeto, afirma que o Congresso pode ser classificado como conservador e que a sociedade deve ficar atenta para poder pressionar o aceleramento de projetos sociais.

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“Se não houver uma atuação articulada de pressão, a tendência é que o Congresso se limite a uma agenda liberal, que é de interesses deles. De modo que a sociedade, para algum modo influenciar na pauta legislativa terá que se organizar em torno de grupo de pressão, para poder fazer este trabalho de forma sistematizada e enfim influenciar ou pressionar o Congresso Nacional.”

Outra constatação foi de que o grupo formado por sindicalistas e vinculado a movimentos sociais perdeu espaço: caiu de 74 para 63.

Brasil de Fato

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