18 de dezembro de 2018, 09h43

Conpresp aprova torres de Sílvio Santos ao lado do Teatro Oficina

“Nós somos apenas a ponta de lança do genocídio das pessoas que moram no Bexiga. Não é só o lote, é o bairro inteiro”, disse José Celso Martinez Corrêa, diretor do Oficina

Foto: Reprodução
De acordo com informações da coluna de Mônica Bergamo, em reunião nesta segunda (17), o Conpresp, órgão municipal de patrimônio, aprovou o projeto das torres que o apresentador Silvio Santos quer construir ao lado do Teatro Oficina, no bairro do Bexiga. No total, foram cinco votos favoráveis, um contrário e uma abstenção. Fórum precisa ter um jornalista em Brasília em 2019. Será que você pode nos ajudar nisso? Clique aqui e saiba mais Mesmo com a vitória, o apresentador ainda não pode construir as torres. O processo corre em outros órgãos de preservação. “Nós somos apenas a ponta de lança do genocídio das pessoas que moram...

De acordo com informações da coluna de Mônica Bergamo, em reunião nesta segunda (17), o Conpresp, órgão municipal de patrimônio, aprovou o projeto das torres que o apresentador Silvio Santos quer construir ao lado do Teatro Oficina, no bairro do Bexiga.

No total, foram cinco votos favoráveis, um contrário e uma abstenção.

Fórum precisa ter um jornalista em Brasília em 2019. Será que você pode nos ajudar nisso? Clique aqui e saiba mais

Mesmo com a vitória, o apresentador ainda não pode construir as torres. O processo corre em outros órgãos de preservação.

“Nós somos apenas a ponta de lança do genocídio das pessoas que moram no Bexiga. Não é só o lote, é o bairro inteiro”, disse José Celso Martinez Corrêa, diretor do Oficina.

No dia 4 de dezembro, o Ministério Público Federal em São Paulo organizou uma reunião buscando um acordo entre as partes, mas não houve um consenso. Após o encontro, o MPF disse que poderá ingressar na Justiça para a preservação do patrimônio cultural.

O caso já se arrasta por mais de 30 anos. Em outubro de 2017, o Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat) já havia aprovado a construção de três edifícios, por parte do Grupo Silvio Santos, no terreno ao lado do Teatro Oficina. “O projeto apresentado é o que menos fere o imóvel tombado”, afirmou, em seu voto, o relator do processo, conselheiro Fábio André Oliveira. Ao final, o resultado apontou 15 votos a 7.

Ao mesmo tempo, está em tramitação na Câmara Municipal de São Paulo o PL (Projeto de Lei) 805/2017, de autoria do vereador Gilberto Natalini (PV), com coautoria de outros onze parlamentares, para que uma área de jurisdição da Prefeitura Regional da Sé, localizada entre as ruas Jaceguai, Abolição, Japurá e Santo Amaro, seja transformada num parque público. O espaço fica ao lado do Teatro Oficina.

Natalini acredita em uma negociação entre o poder público e a iniciativa privada para a realização do projeto. “Faz parte do meu trabalho incentivar a criação de parques. O Bixiga é um bairro muito populoso, totalmente conturbado e não há praticamente nenhum espaço verde. O único que restou é aquele terreno ao lado do Teatro Oficina. Em respeito ao povo do bairro, à necessidade de uma área verde e ao teatro brasileiro, homenageando o Teatro Oficina, quero aprovar o projeto e vê-lo sancionado”, disse Natalini.

O PL 805/2017 tem como autores, além de Natalini, os vereadores Eduardo Suplicy (PT), Gilson Barreto (PSDB), Toninho Paiva (PR), Antonio Donato (PT), Soninha Francine (PPS), Juliana Cardoso (PT), Mario Covas Neto (PODEMOS), Reis (PT), Toninho Vespoli (PSOL), Sâmia Bomfim (PSOL) e Caio Miranda Carneiro (PSB).

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