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03 de abril de 2018, 17h26

Conselho de Ética abre processo de cassação contra deputado Alberto Fraga, que caluniou Marielle

A representação pede a cassação do parlamentar do DEM-DF, que publicou que a vereadora engravidou aos 16 anos, era ex-esposa do traficante Marcinho VP e usuária de drogas

Foto: Lúcio Bernardo Jr./Câmara dos Deputados O Conselho de Ética da Câmara Federal instaurou processo disciplinar por quebra de decoro para analisar a conduta do deputado Alberto Fraga (DEM-DF). O parlamentar publicou em uma rede social fake news sobre a vereadora Marielle Franco (PSOL), brutalmente assassinada no Rio de Janeiro, no mês de março. O processo foi aberto a partir de representação do PSOL, que pede a cassação do mandato do parlamentar. A assessoria de Fraga informou que ele não vai se manifestar. Segundo matéria de Débora Brito da Agência Brasil, o PSOL questiona a postagem feita no Twitter com...

Foto: Lúcio Bernardo Jr./Câmara dos Deputados

O Conselho de Ética da Câmara Federal instaurou processo disciplinar por quebra de decoro para analisar a conduta do deputado Alberto Fraga (DEM-DF). O parlamentar publicou em uma rede social fake news sobre a vereadora Marielle Franco (PSOL), brutalmente assassinada no Rio de Janeiro, no mês de março. O processo foi aberto a partir de representação do PSOL, que pede a cassação do mandato do parlamentar. A assessoria de Fraga informou que ele não vai se manifestar.

Segundo matéria de Débora Brito da Agência Brasil, o PSOL questiona a postagem feita no Twitter com informações falsas sobre a vereadora. O deputado escreveu na rede social que Marielle “engravidou aos 16 anos”, era ex-esposa do traficante Marcinho VP, usuária de drogas e defensora do Comando Vermelho. No post, o deputado ainda disse que ela teria sido eleita com o apoio da facção e exonerado seis funcionários. O deputado também ironizou a suspeita de que ela pode ter sido executada pela Policia Militar.

O PSOL argumenta que Fraga imputou um ato criminoso “flagrantemente mentiroso à memória da vereadora” e, por isso, sua ação é “imoral” e “passível de sanção política”. O relator do processo no Conselho de Ética ainda será escolhido pelo presidente do Conselho a partir de uma lista de três deputados que foram sorteados.

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