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11 de dezembro de 2018, 20h25

Conselho do MP apura conduta de procurador que escreveu artigo crítico a Bolsonaro

Rômulo Moreira declarou que o presidente militar é “fascista” e “homofóbico”, o que, para corregedor, é prática incompatível com a função

Foto: Reprodução/Facebook O procurador da Bahia, Rômulo Andrade Moreira, está sendo alvo de um processo. O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) decidiu, nesta terça-feira (11), que vai apurar a conduta do jurista, que escreveu um artigo com críticas à postura de Jair Bolsonaro, de acordo com informações de Elisa Clavery, no G1. O procurador declarou, em artigo, que Bolsonaro é um “sujeito fascista, preconceituoso, desqualificado, homofóbico, racista, misógino, retrógrado, arauto da tortura, adorador de torturadores, amante das ditaduras, subserviente aos militares – especialmente ‘os de pijama’”. Fórum precisa ter um jornalista em Brasília em 2019. Será que você pode...

Foto: Reprodução/Facebook

O procurador da Bahia, Rômulo Andrade Moreira, está sendo alvo de um processo. O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) decidiu, nesta terça-feira (11), que vai apurar a conduta do jurista, que escreveu um artigo com críticas à postura de Jair Bolsonaro, de acordo com informações de Elisa Clavery, no G1.

O procurador declarou, em artigo, que Bolsonaro é um “sujeito fascista, preconceituoso, desqualificado, homofóbico, racista, misógino, retrógrado, arauto da tortura, adorador de torturadores, amante das ditaduras, subserviente aos militares – especialmente ‘os de pijama’”.

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Moreira também escreveu que, em sua avaliação, integrantes do Poder Judiciário e do Ministério Público estão “sempre confortavelmente instalados nas antessalas do Poder”.

Para Orlando Rochadel, corregedor nacional do MP, a conduta do procurador é incompatível com o cargo e é “reprovável”, pois, para Rochadel, “membros do Ministério Público devem manter conduta irrepreensível e disciplinar”.

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Defesa

A defesa de Moreira, durante a sessão do CNMP, destacou que, no momento em que ele escreveu o texto, em 28 de outubro, Bolsonaro ainda não havia sido diplomado, o que ocorreu nesta segunda-feira (10), no Tribunal Superior Eleitoral.

O advogado argumentou, ainda, que nem Bolsonaro apresentou representação contra o procurador pelo artigo publicado. Mesmo assim, o conselho determinou a instauração do procedimento na Corregedoria Nacional.

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