26 de novembro de 2018, 21h25

Contra debate na escola, futuro ministro da Educação diz: “Quem define gênero é a natureza”

“A educação de gênero é um negócio que vem de cima para baixo, de uma forma vertical e não respeita muito as individualidades. A culminância da individualização qual é? A sexualidade”, afirmou o colombiano Ricardo Vélez Rodriguez

Foto: Reprodução/YouTube

O colombiano Ricardo Vélez Rodriguez, futuro ministro da Educação, indicação do “guru” da família Bolsonaro Olavo de Carvalho, declarou que “quem define gênero é a natureza”. Ele usou a afirmação para justificar a razão de sua discordância da discussão de gênero nas escolas.

Rodríguez atendeu à imprensa no início da noite desta segunda-feira (26), durante uma recepção em homenagem a ele, na universidade particular em Londrina, no norte do Paraná, cidade onde mora e trabalha, de acordo com informações do G1.

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O colombiano disse que a discussão de gênero é um pouco abstrata. “Olha, eu não concordo por uma razão muito simples: quem define gênero é a natureza. É o indivíduo. Então, a discussão da educação de gênero me parece um pouco abstrata, um pouco geral”, disse.

Para corroborar sua ideia, mencionou Canadá, onde esteve em julho visitando parentes. Explicou que o país decretou a educação de gênero por lei federal. No entanto, algumas províncias autônomas onde o governo é conservador começaram a debater o tema.

“Então, eu acredito que quando consultadas as pessoas onde moram, enxergando o indivíduo, a educação de gênero é um negócio que vem de cima para baixo, de uma forma vertical e não respeita muito as individualidades. A culminância da individualização qual é? A sexualidade. Então, se eu brigo com um indivíduo, vou brigar com a sexualidade e vou querer regulamentar a sociedade por decreto, o que não é bom. Eu acho que é um tiro fora do alvo”, destacou.

“Escola sem Partido”

Ele também defendeu o projeto “Escola sem Partido”. “Acho que está acontecendo uma discussão muito aberta e vai haver uma moderação na regulamentação disso. Não acredito que haja violação dos direitos das pessoas para se exprimirem”, declarou.

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