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03 de março de 2017, 14h05

Contra LGBTfobia, Liniker canta versão alternativa de canção de Chico: ‘Bendita, Geni’

"O Brasil é o país que mais mata travestis, transexuais, homossexuais e bissexuais no mundo. Isso tem que acabar. Basta. Só assim podemos nos redimir", afirmou a cantora durante apresentação.

“O Brasil é o país que mais mata travestis, transexuais, homossexuais e bissexuais no mundo. Isso tem que acabar. Basta. Só assim podemos nos redimir”, afirmou a cantora durante apresentação Por Rede Brasil Atual Com uma versão alternativa da canção “Geni e o Zepelim”, de Chico Buarque, Liniker se apresentou na noite de ontem (2) no programa Amor e Sexo da Rede Globo. Após cantar o primeiro verso da música, a banda começa o refrão: “Joga pedra na Geni!”, e a cantora interrompe a banda. “Não joga!”, impõem a artista que, após um segundos de silêncio, complementa. “O Brasil é...

“O Brasil é o país que mais mata travestis, transexuais, homossexuais e bissexuais no mundo. Isso tem que acabar. Basta. Só assim podemos nos redimir”, afirmou a cantora durante apresentação

Por Rede Brasil Atual

Com uma versão alternativa da canção “Geni e o Zepelim”, de Chico Buarque, Liniker se apresentou na noite de ontem (2) no programa Amor e Sexo da Rede Globo. Após cantar o primeiro verso da música, a banda começa o refrão: “Joga pedra na Geni!”, e a cantora interrompe a banda. “Não joga!”, impõem a artista que, após um segundos de silêncio, complementa. “O Brasil é o país que mais mata travestis, transexuais, homossexuais e bissexuais no mundo. Isso tem que acabar. Basta. Só assim podemos nos redimir.”

Após o protesto, Liniker encerra cantando “Bendita, Geni!”, diferente da canção original que traz na letra “Maldita, Geni”.

Nas redes sociais do artista, diversas pessoas se disseram emocionadas com a música. “Esse é aquele tipo de coisa que eu posso assistir 50 mil vezes e as 50 mil eu vou me emocionar. Muito obrigado, Liniker”, escreveu um dos internauta. “Que apresentação! Que fala… Eu fiquei toda arrepiada! NÃO JOGA!”, acrescentou outra.

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“Foi uma aula de amor, uma aula de representatividade, uma aula de inclusão… Foi lindo de ver! Ainda temos um longo e árduo caminho para percorrer, mas é sensacional fazer parte desse momento de revolução e transformação de uma sociedade! Ver as mulheres tomando o seu lugar de direito, vendo os gays,trans, cis, bis, pans deixando claro que eu papel na sociedade e impondo e exigindo o devido respeito…. Ainda não chegamos lá, mas estamos no caminho”, disse um dos seguidores da cantora.

Assista:

Leia também uma entrevista exclusiva de Liniker à repórter Maíra Streit, da Fórum:
Liniker: Ele vai bagunçar você

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