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02 de novembro de 2013, 11h10

Coronel que comandou operação no Pinheirinho é denunciado por MP

“Nem mesmo as crianças foram resguardas dos atos violentos", afirmou promotor na denúncia

“Nem mesmo as crianças foram resguardas dos atos violentos”, afirmou promotor na denúncia Por Redação Atuação da PM na reintegração de posse do Pinheirinho foi duramente criticada por entidades de direitos humanos (Foto: Daniel Mello/ABr) O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) denunciou à Justiça o coronel da Polícia Militar (PM) Manoel Messias Melo por abuso de autoridade no comando da reintegração de posse do Pinheirinho. A denúncia é formalizada um ano e nove meses após o episódio, que ocorreu em 22 de janeiro de 2012. Na denúncia, o promotor Laerte Fernando Levai acusa o coronel de ter empenhado uma...

“Nem mesmo as crianças foram resguardas dos atos violentos”, afirmou promotor na denúncia

Por Redação

Atuação da PM na reintegração de posse do Pinheirinho foi duramente criticada por entidades de direitos humanos (Foto: Daniel Mello/ABr)

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) denunciou à Justiça o coronel da Polícia Militar (PM) Manoel Messias Melo por abuso de autoridade no comando da reintegração de posse do Pinheirinho. A denúncia é formalizada um ano e nove meses após o episódio, que ocorreu em 22 de janeiro de 2012.

Na denúncia, o promotor Laerte Fernando Levai acusa o coronel de ter empenhado uma operação violenta. “A reintegração da área foi feita com lançamento de bombas de gás e tiros de borracha nos moradores, e nem mesmo as crianças foram resguardas dos atos violentos, presenciando elas, muitas vezes, seus próprios pais apanhando da polícia.”

Levai lembrou que os “moradores, muitos deles surpreendidos enquanto dormiam, foram postos para fora das casas sem tempo sequer para retirar seus pertences, sob o efeito de bombas de gás, tiros de balas de borracha, golpes de cassetete e spray de pimenta nos olhos, quando as entradas do Pinheirinho estavam todas elas cercadas pelas tropas militares, sendo ali impedido o acesso dos advogados, dos representantes dos moradores e da imprensa.”

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No documento, o promotor aponta ataques contra defensores públicos e advogados. A denúncia, agora, será analisada pelo juiz da 5º Vara Criminal de São José dos Campos.

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