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18 de setembro de 2013, 23h36

Corredores de ônibus em SP têm aprovação de 93% da população

Duas pesquisas divulgadas nesta semana indicam que as faixas exclusivas de ônibus têm tido aprovação da população e contribuído para reduzir o tempo de viagem dos usuários do coletivo.

A gestão do prefeito Fernando Haddad (PT) entregou 150 km de corredores de ônibus, atingindo a meta que era prevista para 2016. Com a implantação das faixas exclusivas para os ônibus, a prefeitura foi alvo de várias críticas dos usuários de carro individual. Não é por menos, o tempo médio do paulistano no trânsito, em 2007, era de 2 horas e 42 minutos diariamente, segundo pesquisa Origem e Destino realizada pelo Metrô. Ou seja, são muitas horas perdidas no carro, no ônibus ou no trem, sendo que estas duas últimas alternativas são bem piores, principalmente em horário de pico.

Mas é unanimidade entre urbanistas e especialistas em mobilidade urbana que o que pode diminuir o trânsito da cidade é a melhoria do transporte público. Duas pesquisas divulgadas nesta semana indicam que as faixas exclusivas de ônibus têm tido aprovação da população e contribuído para reduzir o tempo de viagem dos usuários do coletivo.

A primeira delas, realizada pelo Ibope e pela Rede Nossa São Paulo, mostra que 93% da população é a favor da ampliação dos corredores. O levantamento, que ouviu 805 entrevistados, ainda revelou que 61% deixaria de usar o carro se houvesse alternativa de transporte público. 69% dos entrevistados consideram o trânsito ruim ou péssimo. Outro dado interessante é que 53% é contra o aumento do combustível para subsidiar o transporte público e 45% é favorável à media, sendo que 2% não sabe.

Outra pesquisa divulgada hoje pela CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) indica que a velocidade média dos ônibus subiu 46% nas faixas exclusivas implantadas neste ano em São Paulo. Dos 160 km implantados, entre 22 de fevereiro e 9 de setembro, a velocidade média passou de 14,3 km/h para 20,8 km/h. No período da manhã, a melhora foi de 44% no sentido centro e 33% no sentido bairro. Já à tarde, a melhora foi de 66% e 40%, respectivamente. As velocidades foram medidas uma semana antes da implantação das faixas e depois de ativadas. Houve locais com maior  elevação, como o trecho das avenidas 23 de Maio, Rubem Berta e Moreira de Guimarães, onde a velocidade média subiu 62% com a faixa implantada em 5 de agosto, passando de 13,7 km/h para 22,2 km/h.

Com os resultados, a prefeitura de São Paulo anunciou que a meta de implantação de corredores na cidade subiu dos 160 km para 220 km. Antes deste ano, a cidade tinha 122 km de corredores. É claro que só os corredores não resolvem. Mas já é hora de a metrópole priorizar o transporte público, em vez de obras em viadutos e pontes que só beneficiam o transporte individual. Os protestos de junho de 2013 já mostraram que é isso que a maioria dos moradores da cidade quer.