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18 de outubro de 2018, 10h22

Corregedor quer explicações de desembargadora que criticou fala de Toffolli sobre golpe de 64

Presidenta da Associação de Juízes para a Democracia, Kenarik Boujikian disse que "chamar de movimento um golpe reconhecido historicamente é tripudiar sobre a história brasileira".

Foto: Agência Brasil
O corregedor nacional de Justiça, ministro Humberto Martins, determinou por iniciativa própria (“de ofício”, no jargão jurídico) que a desembargadora Kenarik Boujikian, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), apresente dentro de 15 dias esclarecimentos sobre críticas feitas à declaração do ministro Dias Tóffolli, do Supremo Tribunal Federal (STF), que, em evento se referiu ao golpe militar como “movimento de 1964”. Presidenta da Associação de Juízes para a Democracia, Kenarik Boujikian afirmou que um ministro do STF “chamar de movimento um golpe reconhecido historicamente é tripudiar sobre a história brasileira”. “De algum modo é desrespeitar as nossas vítimas”, disse....

O corregedor nacional de Justiça, ministro Humberto Martins, determinou por iniciativa própria (“de ofício”, no jargão jurídico) que a desembargadora Kenarik Boujikian, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), apresente dentro de 15 dias esclarecimentos sobre críticas feitas à declaração do ministro Dias Tóffolli, do Supremo Tribunal Federal (STF), que, em evento se referiu ao golpe militar como “movimento de 1964”.

Presidenta da Associação de Juízes para a Democracia, Kenarik Boujikian afirmou que um ministro do STF “chamar de movimento um golpe reconhecido historicamente é tripudiar sobre a história brasileira”.

“De algum modo é desrespeitar as nossas vítimas”, disse. A magistrada também disse na ocasião que o Judiciário “está disfuncional em relação ao sistema democrático”.

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