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11 de setembro de 2017, 20h47

‘Correio Braziliense’ publica crônica de cunho machista e alimenta cultura do estupro

Na crônica intitulada “A Estagiária”, que já foi retirada do ar, uma nova estagiária do jornal é tratada como um pedaço de carne. Entre descrições de seu “decotinho perverso” e de seu “defeito”, que era ter namorado, o texto retrata uma realidade vivida por milhares de mulheres em redações mas não faz qualquer ponderação quanto à cultura do estupro ali retratada – muito pelo contrário  Por Redação O jornal Correio Braziliense publicou, em sua versão impressa e digital nesta segunda-feira (11), uma crônica de cunho extremamente machista que, mais do que retratar um ambiente hostil à mulheres, incentiva a cultura...

Na crônica intitulada “A Estagiária”, que já foi retirada do ar, uma nova estagiária do jornal é tratada como um pedaço de carne. Entre descrições de seu “decotinho perverso” e de seu “defeito”, que era ter namorado, o texto retrata uma realidade vivida por milhares de mulheres em redações mas não faz qualquer ponderação quanto à cultura do estupro ali retratada – muito pelo contrário 

Por Redação

O jornal Correio Braziliense publicou, em sua versão impressa e digital nesta segunda-feira (11), uma crônica de cunho extremamente machista que, mais do que retratar um ambiente hostil à mulheres, incentiva a cultura do estupro. Isso por que o texto, assinado por Guilherme Goulart, romantiza um tipo de abuso comum entre mulheres em ambientes dominados por homens e não faz qualquer ponderação quanto ao machismo ali retratado.

O próprio jornal sabe que o texto é machista e que sua literatura não justifica a publicação. Tanto é que, rapidamente, o texto publicado com o título “O primeiro dia de trabalho de Melissinha” na versão impressa foi logo retirado do ar na versão digital. No site, antes de ser tirado do ar, o texto vinha com o título de “A Estagiária”.

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A crônica já começa exalando a objetificação logo de cara. “Primeiro dia de trabalho, Melissa, estudante de comunicação social de uma faculdade particular de Brasília, logo mostrou a que veio. Decotinho perverso, coxas de fora”. Ao longo do texto, o autor vai descrevendo em detalhes, sem qualquer senso crítico, o machismo vivido pela personagem que, segundo o cronista, tem apenas um “defeito”: o namorado.

Apesar de o texto ter sido retirado do ar, internautas conseguiram salvar a imagem com um “print”.

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