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26 de agosto de 2016, 18h06

Corte argentina condena 28 ex-repressores da ditadura à prisão perpétua

Entre os réus, o mais famoso é o militar aposentado Luciano Benjamin Menendez, de 89 anos, que já cumpre outras sentenças de prisão perpétua por seu papel durante a ditadura. Acusado de assassinato e sequestros de opositores, ele era conhecido como “a hiena”, por rir durante as sessões de tortura. Por Agência Brasil A Justiça da Argentina condenou à prisão perpétua 28 ex-repressores pelos crimes cometidos na base militar clandestina conhecida como “La Perla”, reconhecendo, pela primeira, que foram cometidos crimes de lesa humanidade no país também antes da última ditadura (1976-1983). As informações são da Agência Ansa. O promotor...

Entre os réus, o mais famoso é o militar aposentado Luciano Benjamin Menendez, de 89 anos, que já cumpre outras sentenças de prisão perpétua por seu papel durante a ditadura. Acusado de assassinato e sequestros de opositores, ele era conhecido como “a hiena”, por rir durante as sessões de tortura.

Por Agência Brasil

A Justiça da Argentina condenou à prisão perpétua 28 ex-repressores pelos crimes cometidos na base militar clandestina conhecida como “La Perla”, reconhecendo, pela primeira, que foram cometidos crimes de lesa humanidade no país também antes da última ditadura (1976-1983). As informações são da Agência Ansa.

O promotor Jaime Díaz Gavier, envolvido no julgamento, explicou, em entrevista ao jornal La Nación, que é a primeira vez que o país reconhece a existência de terrorismo de Estado no período da democracia e execuções, torturas, além de roubos de bebês.

A sentença, que denuncia um “plano sistemático de extermínio”, abre caminho para que sejam investigados crimes durante o governo de Isabel Perón, que precedeu a ditadura.

Entre os réus, o mais famoso é o militar aposentado Luciano Benjamin Menendez, de 89 anos, que já cumpre outras sentenças de prisão perpétua por seu papel durante a ditadura. Acusado de assassinato e sequestros de opositores, ele era conhecido como “a hiena”, por rir durante as sessões de tortura.

O julgamento foi acompanhado de perto por centenas de parentes de vítimas e ativistas de direitos humanos, que comemoraram o veredito com gritos de “assassino”

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