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25 de janeiro de 2017, 12h43

Cotado para o STF, Ives Gandra Filho defende submissão da mulher ao marido

Candidato a assumir o lugar de Teori Zavascki é também contra o divórcio, a distribuição de pílulas anticoncepcionais em hospitais públicos, as uniões homoafetivas e a liberação de células-tronco embrionárias para pesquisa.

Candidato a assumir o lugar de Teori Zavascki é também contra o divórcio, a distribuição de pílulas anticoncepcionais em hospitais públicos, as uniões homoafetivas e a liberação de células-tronco embrionárias para pesquisa Por Redação O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Ives Gandra Martins Filho, é um dos candidatos do presidente Michel Temer para a vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), após a morte do ministro Teori Zavascki. Em um artigo publicado no livro “Tratado de Direito Constitucional” (2012), coletânea organizada pelo ministro do Supremo Gilmar Mendes, Ives se mostrou extremamente conservador em diversos temas. “A mulher deve obedecer e ser submissa...

Candidato a assumir o lugar de Teori Zavascki é também contra o divórcio, a distribuição de pílulas anticoncepcionais em hospitais públicos, as uniões homoafetivas e a liberação de células-tronco embrionárias para pesquisa

Por Redação

O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Ives Gandra Martins Filho, é um dos candidatos do presidente Michel Temer para a vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), após a morte do ministro Teori Zavascki. Em um artigo publicado no livro “Tratado de Direito Constitucional” (2012), coletânea organizada pelo ministro do Supremo Gilmar Mendes, Ives se mostrou extremamente conservador em diversos temas.

“A mulher deve obedecer e ser submissa ao marido”. “O casamento de dois homens ou duas mulheres é tão antinatural quanto uma mulher casar com um cachorro”. “Casais homoafetivos não devem ter os mesmos direitos dos heterossexuais; isso deturpa o conceito de família”. Esses são alguns trechos do texto assinado pelo presidente do TST, que também é filho de um amigo de Temer de 40 anos, o advogado Ives Gandra Martins.

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No artigo, ele se posiciona de forma contrária a decisões do Supremo como o reconhecimento da união homoafetiva, a liberação das células-tronco embrionárias para pesquisa e a permissão para destruir embriões humanos em pesquisas. É se opõe também ao aborto, ao divórcio e à distribuição de pílulas anticoncepcionais em hospitais públicos. Ives Gandra Filho pertence à Opus Dei, uma organização católica, e diz ser celibatário.

Foto: TST

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