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22 de novembro de 2012, 19h12

Cotas sim, genocídio não

A palavra de ordem expressa na passeata de 20 de novembro em São Paulo sintetiza a estratégia a ser adotada pelo movimento anti-racista atualmente no Brasil

A palavra de ordem expressa na passeata de 20 de novembro em São Paulo sintetiza a estratégia a ser adotada pelo movimento anti-racista atualmente no Brasil Por Dennis de Oliveira A palavra de ordem expressa na passeata de 20 de novembro em São Paulo – “Cotas sim, genocídio não” – sintetiza a estratégia a ser adotada pelo movimento anti-racista atualmente no Brasil. Marcha da Consciência Negra, na Avenida Paulista (Marcelo Camargo/ABr) O professor Muniz Sodré, em entrevista a TV Brasil, afirmou que o problema do racismo no Brasil está vinculado às questões relacionais. Diz o professor da UFRJ que o...

A palavra de ordem expressa na passeata de 20 de novembro em São Paulo sintetiza a estratégia a ser adotada pelo movimento anti-racista atualmente no Brasil

Por Dennis de Oliveira

A palavra de ordem expressa na passeata de 20 de novembro em São Paulo – “Cotas sim, genocídio não” – sintetiza a estratégia a ser adotada pelo movimento anti-racista atualmente no Brasil.

Marcha da Consciência Negra, na Avenida Paulista (Marcelo Camargo/ABr)

O professor Muniz Sodré, em entrevista a TV Brasil, afirmou que o problema do racismo no Brasil está vinculado às questões relacionais. Diz o professor da UFRJ que o racismo como doutrina pretensamente científica já foi desmascarada, mas persiste como um estoque de valor que contamina o conjunto das relações sociais no país.

Em outras palavras, os valores ideologicamente atribuídos ao ser branco e ao ser negro transformam as relações inter-raciais em situações assimétricas, com o afrodescendente sempre entrando em desvantagem.

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