25 de outubro de 2018, 11h07

“Cova a gente cava e presídio bota navio em alto mar”, diz candidato de Bolsonaro sobre combate a criminalidade no Rio

"Tem prazo para acabar essa bandidagem do nosso estado. E não vai faltar lugar para colocar bandido", disse Wilson Witzel (PSC), em encontro "fora da agenda" com militares.

Reportagem de Stefano Salles, no site do jornal O Globo, publicada na noite desta quarta-feira (24), mostra que o candidato ao governo do Rio pelo PSC, Wilson Witzel se reuniu “fora da agenda oficial” com integrantes das forças de segurança, na sede da Associação de Oficiais Militares Estaduais do Rio de Janeiro e foi aplaudido ao dizer que, se eleito, vai cavar mais covas para enterrar criminosos e fazer navios-presídio em alto mar para abrigar presos. “A partir do dia 29, estará declarada a guerra ao crime organizado. Mas guerra feita por quem entende. Tem prazo para acabar essa bandidagem...

Reportagem de Stefano Salles, no site do jornal O Globo, publicada na noite desta quarta-feira (24), mostra que o candidato ao governo do Rio pelo PSC, Wilson Witzel se reuniu “fora da agenda oficial” com integrantes das forças de segurança, na sede da Associação de Oficiais Militares Estaduais do Rio de Janeiro e foi aplaudido ao dizer que, se eleito, vai cavar mais covas para enterrar criminosos e fazer navios-presídio em alto mar para abrigar presos.

“A partir do dia 29, estará declarada a guerra ao crime organizado. Mas guerra feita por quem entende. Tem prazo para acabar essa bandidagem do nosso estado. E não vai faltar lugar para colocar bandido. Cova a gente cava, e presídio, se precisar, a gente bota navio em alto mar”, disse Witzel,  declaradamente o candidato do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) ao governo do Rio, segundo a reportagem.

Witzel também teria falado sobre a orientação para o “abate” – quando um policial mata um criminoso mesmo fora de situação de combate. Segundo o ex-juiz, a ação estaria embasada pelo artigo 25 do Código Penal.

“Bandido de fuzil, só outro fuzil para paralisá-lo. Não adianta falar para colocar o fuzil no chão, que ele vai atirar. Recado dado: bandido de fuzil será abatido. O policial que for questionado, será defendido pela Defensoria Pública”, disse.