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25 de abril de 2019, 08h53

Crédito pessoal, para pagamento de dívidas, alavanca lucro do Bradesco, que cresce 22% e vai a R$ 6,2 bi

Diante do crescente desemprego e do endividamento das famílias, procura por linha de crédito pessoal, que tem juros mais elevados, avançou 23,4% nos últimos 12 meses no segundo maior banco privado do país

(Reprodução)
A recessão econômica e o desemprego crescente, com o aumento do endividamento das famílias, alavancou os lucros do Bradesco que cresceu 22% no primeiro trimestre de 2019 – em comparação com os primeiros três meses de 2018 – e chegou a R$ 6,2 bilhões. As informações são de Tássia Kastner, na edição desta quinta-feira (25) da Folha de S.Paulo. De acordo com os dados divulgados pelo Bradesco, segundo maior banco privado do País, o aumento na procura por crédito pessoal – usado geralmente para pagamento de dívidas – foi a linha que mais avançou nos últimos 12 meses, com crescimento...

A recessão econômica e o desemprego crescente, com o aumento do endividamento das famílias, alavancou os lucros do Bradesco que cresceu 22% no primeiro trimestre de 2019 – em comparação com os primeiros três meses de 2018 – e chegou a R$ 6,2 bilhões. As informações são de Tássia Kastner, na edição desta quinta-feira (25) da Folha de S.Paulo.

De acordo com os dados divulgados pelo Bradesco, segundo maior banco privado do País, o aumento na procura por crédito pessoal – usado geralmente para pagamento de dívidas – foi a linha que mais avançou nos últimos 12 meses, com crescimento de 23,4%, seguido por consignado e financiamento imobiliário.

Enquanto os dois últimos têm taxas de juros mais baixas e garantias, o crédito pessoal costuma gerar ganhos maiores aos bancos porque tem juros mais elevados.

Sem descontar efeitos extraordinários sobre o resultado, o lucro contábil avançou expressivos 30%, o mesmo ritmo de crescimento registrado no ano passado. Na comparação com o quarto trimestre do ano passado, o lucro subiu 7%.

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Inadimplência e recuperação judicial
A inadimplência acima de 90 dias caiu em todos os segmentos, seguindo uma tendência dos últimos dois anos. Os bancos apertaram as concessões de crédito à medida em que a crise econômica se agravava e mais brasileiros perdiam o emprego, o que ajuda a diminuir calotes.

As despesas com provisão para cobrir eventuais calotes (PDD bruta) saltaram 36,8% na comparação com o primeiro trimestre de 2018 e 40% ante o quarto trimestre.

O valor foi de R$ 6,3 bilhões, dos quais o Bradesco afirma que R$ 1,8 bilhão vieram de clientes que estão em recuperação judicial, sem citar quais. O banco diz ainda que esse ajuste não afetou desempenho do trimestre.

Os casos mais vultuosos de empresas que pediram à Justiça proteção para renegociar dívidas com credores são os da Abril, da Avianca e da Livraria Cultura.

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