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27 de abril de 2016, 18h29

Criolo: “Cada corrupto que se dá bem é um moleque da minha quebrada assassinado”

Em entrevista, rapper se posicionou contra o impeachment da presidenta Dilma Rousseff e criticou a postura de parlamentares corruptos conduzindo o processo, com atenção especial ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Com relação aos governos petistas, o músico paulista ainda fez questão de dizer que nunca viu "tanta gente tendo a oportunidade de estudar na universidade".

Em entrevista, rapper se posicionou contra o impeachment da presidenta Dilma Rousseff e criticou a postura de parlamentares corruptos conduzindo o processo, com atenção especial ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Com relação aos governos petistas, o músico paulista ainda fez questão de dizer que nunca viu “tanta gente tendo a oportunidade de estudar na universidade” Por Redação Em turnê em Londres (Reino Unido), o rapper paulistano Criolo concedeu, no último domingo (24), uma entrevista à BBC Brasil em que se posiciona contra o impeachment da presidenta Dilma Rousseff e ainda faz fortes críticas ao presidente da...

Em entrevista, rapper se posicionou contra o impeachment da presidenta Dilma Rousseff e criticou a postura de parlamentares corruptos conduzindo o processo, com atenção especial ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Com relação aos governos petistas, o músico paulista ainda fez questão de dizer que nunca viu “tanta gente tendo a oportunidade de estudar na universidade”

Por Redação

Em turnê em Londres (Reino Unido), o rapper paulistano Criolo concedeu, no último domingo (24), uma entrevista à BBC Brasil em que se posiciona contra o impeachment da presidenta Dilma Rousseff e ainda faz fortes críticas ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

“Não concordo (com o impeachment de Dilma Rousseff). Se fosse pelos motivos certos, sim. A questão não é limpar o país da corrupção. Parece que descobriram que só há corrupção agora. Mas o presidente da Câmara é o primeiro parlamentar citado na Lava Jato”, disse o músico, que na volta ao Brasil fará uma turnê do seu primeiro álbum, o “Ainda há tempo”.

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De acordo com Criolo, uma parte da sociedade se aproveita do momento de crise, articulado por pessoas “inteligentes, que têm na mão um regimento e sabem como mexer com esse regimento”, para trazer à tona um clima de ódio que fortalece, por exemplo, a homofobia, a xenofobia e o racismo.

“Os caras fizeram uma manobra monstra, monstra, e que se exploda a favela. Que morra todo mundo: acho que é isso que passa na cabeça dos caras, talvez com um pouco mais de poesia e vernáculo mais apurado”, explicou.

Para o rapper, esse clima de ódio só foi “criado e alimentado porque existe uma elite”, e quem paga o preço pela corrupção são os mais vulneráveis.

“Cada corrupto que se dá bem é um moleque da minha quebrada que é assassinado, que se envolve com o que não tem que se envolver (…) Quando morre um, ninguém está lá com a mãe, descendo o caixão para a vala. O Cunha não está lá descendo o caixão para a vala”, pontuou.

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Ao longo da conversa, apesar de se esquivar de fazer uma avaliação do governo, Criolo fez questão de recordar legados do governo petista. “Nunca vi na minha vida tanta gente tendo oportunidade de estudar na universidade”, disse.

Foto: Reprodução/Facebook

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