19 de novembro de 2018, 17h43

Cristina Kirchner: Nem direita, nem esquerda, precisamos de novas categorias de pensamento

Ex-presidenta da Argentina foi ovacionada no Congresso da Clacso que acontece em Buenos Aires e defendeu novas formas de governo, que “garantam participação institucional de novos atores”.

Reprodução/Twitter
BUENOS AIRES – A ex-presidenta da Argentina Cristina Kirchner participou da 8º Conferência da Clacso (Conselho Latino-americano de Ciências Sociais) nesta segunda-feira (19), onde criticou o governo de Mauricio Macri, que há “três anos trouxe o neoliberalismo para o país”, e defendeu novas formas de pensamento e de governo. “Já viram tantas famílias vivendo nas ruas em Buenos Aires como hoje? Os supermercados estão vazios, importantes cadeias estão reestruturando suas operações”, disse ela. “Podemos comparar os preços das tarifas, dos combustíveis, dos alimentos. Isso é resultado de três anos de neoliberalismo na Argentina.” Fórum precisa ter um jornalista em Brasília...

BUENOS AIRES – A ex-presidenta da Argentina Cristina Kirchner participou da 8º Conferência da Clacso (Conselho Latino-americano de Ciências Sociais) nesta segunda-feira (19), onde criticou o governo de Mauricio Macri, que há “três anos trouxe o neoliberalismo para o país”, e defendeu novas formas de pensamento e de governo.

“Já viram tantas famílias vivendo nas ruas em Buenos Aires como hoje? Os supermercados estão vazios, importantes cadeias estão reestruturando suas operações”, disse ela. “Podemos comparar os preços das tarifas, dos combustíveis, dos alimentos. Isso é resultado de três anos de neoliberalismo na Argentina.”

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Segundo Cristina, em 2015, quando deixou o governo, a inflação “era de 19,8%, três anos depois é de 38,2%. Duplicaram a inflação, os que afirmavam que seria fácil resolver”.

Cristina fez um longo discurso sobre a origem do neoliberalismo e a meritocracia, que faz com que o cidadão comum acredite que tem emprego unicamente por seu mérito. “Se não tem trabalho, é problema seu, porque você não tem capacidade. É convencido que é mérito próprio, não é o modelo de país. Uma parte é mérito próprio, outra são políticas públicas.”

A partir daí a ex-presidenta destacou que é preciso novas categorias de pensamento para combater o neoliberalismo, que vão além de direita e esquerda. “Algo como uma frente popular, que agrupe os agredidos pelas políticas neoliberais.”

Cristina defendeu ainda novas arquiteturas institucionais para preservar a democracia. “Estamos com o mesmo sistema de governo de quando não existia nem luz elétrica, apesar do imenso avanço tecnológico. É preciso pensar novas arquiteturas institucionais com a participação institucional de novos atores.”

Assista a conferência na íntegra.

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