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10 de maio de 2019, 07h35

Cuba permite volta de médicos que ficaram no Brasil e foram enganados por Bolsonaro: “Dignidade humana”

Após o fim da participação cubana no Mais Médicos, Bolsonaro disse que iria conceder asilo e apoio a profissionais que continuassem no Brasil. Mas até o momento, nenhuma medida foi tomada

Coluna da jornalista Mônica Bergamo, na edição desta sexta-feira (10), da Folha de S.Paulo, informa que o governo cubano decidiu permitir a volta dos médicos que ficaram no Brasil depois do fim do programa Mais Médicos e foram enganados por Jair Bolsonaro. A posição contraria a regra contratual. Os profissionais que decidem morar nos países para os quais foram enviados por Cuba, descumprindo o contrato do programa, ficam proibidos de retornar à ilha por oito anos. O Ministério da Saúde Pública de Cuba justificou a medida afirmando que as promessas de emprego aos que decidiram ficar no Brasil não foram...

Coluna da jornalista Mônica Bergamo, na edição desta sexta-feira (10), da Folha de S.Paulo, informa que o governo cubano decidiu permitir a volta dos médicos que ficaram no Brasil depois do fim do programa Mais Médicos e foram enganados por Jair Bolsonaro.

A posição contraria a regra contratual. Os profissionais que decidem morar nos países para os quais foram enviados por Cuba, descumprindo o contrato do programa, ficam proibidos de retornar à ilha por oito anos.

O Ministério da Saúde Pública de Cuba justificou a medida afirmando que as promessas de emprego aos que decidiram ficar no Brasil não foram cumpridas. E que eles podem então retornar, em nome da “dignidade humana” e do direito à segurança.

Após o fim da participação cubana no Mais Médicos, Bolsonaro disse que iria conceder asilo e apoio a cubanos que continuassem no Brasil. Mas até o momento, nenhuma medida foi tomada.

Com isso, muitos profissionais, com décadas de experiência, que ficaram no Brasil estão trabalhando na informalidade ou em empregos precários para se manter.

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