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24 de outubro de 2015, 13h06

Cunha comercializou milhares de dólares em ações na Suíça

Segundo jornal, ações de empresas brasileiras estão entre as que mais passaram pela carteira de investimento; em análise de perfil feita pelo banco Merrill Lynch, o peemedebista é descrito como "investidor agressivo"

Segundo jornal, ações de empresas brasileiras estão entre as que mais passaram pela carteira de investimento; em análise de perfil feita pelo banco Merrill Lynch, o peemedebista é descrito como “investidor agressivo”

Por Redação

Eduardo Cunha (PMDB-RJ) é acusado de manter contas secretas na Suíça para ocultar dinheiro vindo de propinas relativas a contratos da Petrobras. No entanto, foram detectadas outras atividades financeiras do presidente da Câmara no país europeu. Segundo o jornal O Globo, extratos indicam diversas operações de compra e venda de ações. Em análise de perfil produzida pelo banco Merrill Lynch, o peemedebista é descrito como “investidor agressivo”.

De acordo com a reportagem, “ações de empresas brasileiras estão entre as que mais passaram pela carteira de investimento”. Cunha comercializou títulos da Petrobras, Vale, Cemig, Eletrobras e OGX Petróleo. No caso da primeira, os melhores negócios foram realizados em 2009, ano em que, entre os meses de janeiro e abril, conforme registros, comprou 40 mil ações da estatal por US$ 1 milhão. Entre abril e maio, vendeu as mesmas ações e lucrou US$ 413 mil.

Cunha investia em diversas frentes. O Globo revela que, em maio de 2009, no mesmo dia em que vendeu US$ 700 mil em ações da Petrobras, comprou US$ 790 mil em ações da Vale. Após uma semana, adquiriu mais US$ 184 mil em títulos da mineradora. Depois de cinco meses, vendeu tudo por US$ 1,235 milhão, com lucro que chega a US$ 260 mil.

(Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)