29 de dezembro de 2015, 16h39

Cunha diz que ‘dá de presente’ supostas novas contas no exterior, caso encontrem

Depois de negar a existência de contas na Suíça que posteriormente foram encontradas, o presidente da Câmara negou que possui outras contas, citadas em delação premiada, e ironizou dizendo que as 'dá de presente' caso as encontrem

Depois de negar a existência de contas na Suíça que posteriormente foram encontradas, o presidente da Câmara negou que possui outras contas, citadas em delação premiada, e ironizou dizendo que as ‘dá de presente’ caso as encontrem  Por Redação* Alvo de um processo no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados por, supostamente, ter mentido quando afirmou em CPI que não possuía contas na Suíça, o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), negou também que possui contas em outros países, conforme defendeu em delação premiada o empresário Ricardo Pernambuco, da Carioca Engenharia. De acordo com Pernambuco, ele teria pago ao...

Depois de negar a existência de contas na Suíça que posteriormente foram encontradas, o presidente da Câmara negou que possui outras contas, citadas em delação premiada, e ironizou dizendo que as ‘dá de presente’ caso as encontrem 

Por Redação*

Alvo de um processo no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados por, supostamente, ter mentido quando afirmou em CPI que não possuía contas na Suíça, o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), negou também que possui contas em outros países, conforme defendeu em delação premiada o empresário Ricardo Pernambuco, da Carioca Engenharia.

De acordo com Pernambuco, ele teria pago ao deputado propinas em contas do Israel Discount Bank, do banco BSI e do banco Merril Lynch.

“Dou de presente para reverter a quem quiser, por que não existe”, disse, quando questionado sobre as denúncias dessas outras contas, em conversa com jornalistas na manhã desta terça-feira (29) na Câmara dos Deputados.

Essa foi a mesma postura adotada pelo presidente da Casa quando foi questionado na CPI da Petrobras sobre suas contas na Suíça. Ainda que alegue que fazia parte de um trust e que não movimentava as contas, Cunha foi acusado de corrupção e lavagem de dinheiro na Suíça, que repassou as investigações a Procuradoria-Geral da República.

*Com informações da Folha de S. Paulo 

Foto: Lula Marques/Agência PT