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19 de Maio de 2016, 16h30

Cunha diz que gastos no exterior foram pagos com cartão de crédito da esposa

Em seu depoimento ao Conselho de Ética da Câmara dos Deputados nesta quinta-feira (19), o presidente afastado da Casa falou sobre os gastos em viagens no exterior: "Eu era apenas dependente de cartão de crédito da minha esposa”.

Em seu depoimento ao Conselho de Ética da Câmara dos Deputados nesta quinta-feira (19), o presidente afastado da Casa falou sobre os gastos em viagens no exterior: “Eu era apenas dependente de cartão de crédito da minha esposa”

Por Luciano Nascimento e Pedro Peduzzi, da Agência Brasil

Em seu depoimento ao Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, o presidente afastado da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse que os gastos em viagens no exterior foram pagos com o cartão de crédito da sua esposa. Cunha é alvo de um processo de cassação de mandato por, supostamente, ter mentido em maio de 2015, à Comissão Parlamentar de Inquérito da Petrobras, sobre a propriedade de contas na Suíça.

“Todos os gastos foram feitos com um cartão de crédito dela. Ela não é objeto dessa representação. Vossa Excelência não tem um gasto, não tem cartão de crédito cuja a titularidade seja minha. Eu era apenas dependente de cartão de crédito da minha esposa”, disse Cunha ao ser questionado pelo relator do processo, deputado Marcos Rogério (DEM-RO).

A estratégia de Eduardo Cunha é negar que ele tenha qualquer relação com as diversas contas decobertas no exterior e atribuídas a ele. A defesa dele alega que trata-se de um truste (tipo de negócio em que terceiros – uma entidade de trusting – passam a administrar os bens do contratante) do qual ele fazia parte.

Durante o depoimento, Cunha alega que os gastos foram pagos pela esposa e que ele não pode ser responsabilizado por isso no processo que corre no Conselho. Segundo Cunha, a conta que pagou as despesas com suas viagens ao exterior era uma conta única e exclusivamente de crédito da esposa. “Não foi feita nenhuma despesa sobre a minha titularidade e eu que sou o objeto de investigação e não a minha esposa”, justificou. “Eu não posso aceitar que queira ser estendido aos familiares”, emendou.

Foto de capa: Antonio Cruz/Agência Brasil