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30 de setembro de 2017, 14h49

Cunha revela em entrevista à Época o jogo imundo das delações

Na revista, Cunha “denuncia um mercado clandestino de delações. Nele, os delatores dizem o que se quer que seja dito”.

Na revista, Cunha “denuncia um mercado clandestino de delações. Nele, os delatores dizem o que se quer que seja dito”. Por Fernando Brito, do Tijolaço Está cheia de mentiras, é claro, não fosse pelo seu autor, a entrevista de Eduardo Cunha à Época. A defesa que faz de Michel temer é absolutamente contraditória com as perguntas que fez – em parte vetada por Sérgio Moro, a Michel Temer, quando o arrolou como testemunha de “sua honestidade“. Mas há uma verdade inequívoca na entrevista. O mundo das delações premiadas é uma imundície. Na revista, Cunha “denuncia um mercado clandestino de delações”. Nele,...

Na revista, Cunha “denuncia um mercado clandestino de delações. Nele, os delatores dizem o que se quer que seja dito”.

Por Fernando Brito, do Tijolaço

Está cheia de mentiras, é claro, não fosse pelo seu autor, a entrevista de Eduardo Cunha à Época.

A defesa que faz de Michel temer é absolutamente contraditória com as perguntas que fez – em parte vetada por Sérgio Moro, a Michel Temer, quando o arrolou como testemunha de “sua honestidade“.

Mas há uma verdade inequívoca na entrevista.

O mundo das delações premiadas é uma imundície.

Na revista, Cunha “denuncia um mercado clandestino de delações”.

Nele, os delatores dizem o que se quer que seja dito.

Cunha afirma claramente que ele era o “troféu compensatório” para a perseguição a Lula.

Afinal, prendendo-se Cunha, depois do impeachment, mostrava- se que a Lava Jato era imparcial.

As delações da Lava Jato, para ele, são “uma operação política, não jurídica. Eles tiram as conclusões deles e obrigam a gente a confirmar. Os caras não aceitam quando você diz a verdade”.

Veja também:  Deputados aliados dizem que boato de suspensão de cortes na educação foi criado pelo governo

Na parte que pude ler da entrevista, Cunha não avança nas provas e fatos que diz a testemunhar – e, provavelmente, tem – dos negócios e cúmplices que teve.

Sentiu que o sistema se agarra a Temer e ele agarra-se também.

Acena para Raquel Dodge como instrumento para “detonar” Rodrigo Janot.

Antes disso, porém, a menos que Michel Temer possa impedir, vai ser estrela na CPMI da JBS.

Vamos nos alimentando, assim, da safra dos escroques.

Os homens mais “importantes” na vida brasileira, hoje, são os canalhas.

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