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15 de junho de 2015, 13h38

Cunha sugere rompimento entre PT e PMDB

Cansado de críticas de parlamentares do partido de Dilma Rousseff, presidente da Câmara dos Deputados sobe o tom e sugere o fim da coligação: "Talvez tivesse sido melhor que eles aprovassem no Congresso o fim da aliança".

Cansado de críticas de parlamentares do partido de Dilma Rousseff, presidente da Câmara dos Deputados sobe o tom e sugere o fim da coligação: “Talvez tivesse sido melhor que eles aprovassem no congresso [do PT] o fim da aliança”  Por Redação  Por meio de sua página no Facebook, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), sugeriu neste domingo (14) o fim da aliança de seu partido com o PT. A declaração vem em resposta à proposta de políticos que pediram neste final de semana, durante o congresso petista realizado em Salvador, o rompimento entre as siglas. Cunha chegou a insinuar,...

Cansado de críticas de parlamentares do partido de Dilma Rousseff, presidente da Câmara dos Deputados sobe o tom e sugere o fim da coligação: “Talvez tivesse sido melhor que eles aprovassem no congresso [do PT] o fim da aliança” 

Por Redação 

Por meio de sua página no Facebook, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), sugeriu neste domingo (14) o fim da aliança de seu partido com o PT. A declaração vem em resposta à proposta de políticos que pediram neste final de semana, durante o congresso petista realizado em Salvador, o rompimento entre as siglas. Cunha chegou a insinuar, inclusive, que o PMDB pode vir a adotar tal proposta. 

“O PMDB está cansado de ser agredido pelo PT constantemente (…) Talvez tivesse sido melhor que eles aprovassem no congresso o fim da aliança. E não sei se num congresso do PMDB terão a mesma sorte”, escreveu. 

O post do presidente da Câmara foi motivado, principalmente, pelas declarações do deputado federal paulista Carlos Zarattini (PT), que, durante o evento do partido, disse que Cunha era um “oportunista de ocasião”. 

“Tivemos uma política de 12 anos vitoriosa. Não é porque agora um oportunista de ocasião, como surgiram muitos na história, conseguiu se alçar à presidência da Câmara, que vamos mudar a política por conta dessas pessoas”, havia afirmado Zarattini. 

Subindo o tom, Cunha deixou explícito que se coloca e continuará se colocando em uma postura de oposição aos petistas e ao governo federal, chegando a demonstrar, inclusive, satisfação em relação às críticas que vêm de seus opositores. 

“No momento, temos compromisso com o país e a estabilidade, mas isso não quer dizer que vamos nos submeter à humilhação do PT. E realmente ficaria preocupado se eles me aplaudissem, porque seria sinal que eu estaria fazendo tudo errado”, completou. 

Foto: Câmara dos Deputados 

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