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23 de novembro de 2018, 12h32

Cunhada de Vaccari, que foi presa por engano por Moro em 2015, é detida novamente

Na época, Moro afirmou não ter “margem para dúvidas” sobre a participação de Marice, mas estava enganado

O ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Marice Correa, cunhada do ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT), João Vaccari Neto, é uma das pessoas presas em São Paulo na 56ª fase da Lava Jato, deflagrada na manhã desta sexta-feira (23), que apura o superfaturamento na construção da sede da Petrobras em Salvador (BA), de acordo com a Polícia Federal (PF). A prisão dela é temporária. Marice foi presa por engano, em 2015, pelo juiz Sérgio Moro, que afirmou na época não ter “margem para dúvidas” sobre a participação de Marice, ao prorrogar a prisão preventiva dela com base em imagens. Fórum precisa ter um jornalista em Brasília...

Marice Correa, cunhada do ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT), João Vaccari Neto, é uma das pessoas presas em São Paulo na 56ª fase da Lava Jato, deflagrada na manhã desta sexta-feira (23), que apura o superfaturamento na construção da sede da Petrobras em Salvador (BA), de acordo com a Polícia Federal (PF). A prisão dela é temporária.

Marice foi presa por engano, em 2015, pelo juiz Sérgio Moro, que afirmou na época não ter “margem para dúvidas” sobre a participação de Marice, ao prorrogar a prisão preventiva dela com base em imagens.

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Peritos da Polícia Federal, no entanto, confirmaram que quem aparecia em vídeos fazendo depósitos à mulher do ex-tesoureiro do PT não era ela.

Mesmo negando envolvimento no episódio, a cunhada de Vaccari foi acusada pelo Ministério Público de ter mentido e só foi solta após sua defesa questionar a versão da Procuradoria.

Torre Pituba

De acordo com a ordem de prisão desta sexta-feira, Marice “atuou como operadora do Partido dos Trabalhadores, arrecadando significativas quantias de vantagens indevidas destinadas à agremiação partidária em decorrência do empreendimento da Torre Pituba”.

Esta nova etapa foi autorizada pela juíza substituta Gabriela Hardt e por Sérgio Moro. A autorização dos juízes ocorre depois de o Ministério Público Federal (MPF) pedir à Justiça permissão para que os mandados sejam executados. Com a ida de Moro para o Ministério da Justiça, Gabriela Hardt ficará à frente da Operação Lava Jato até 30 de abril de 2019.

Até a o momento, 17 pessoas foram presas. Ao todo, há 33 mandados de prisão. Inicialmente, a PF havia informado que eram 22.

As ordens judiciais são cumpridas nos seguintes estados: São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia.

Mario Cesar Suarez, da OAS, foi preso preventivamente na capital baiana. Já Wagner Pinheiro Oliveira, ex-presidente da Petros e Correios, foi alvo de busca e apreensão no Rio de Janeiro.

A PF ainda não divulgou o nome dos outros alvos. Os presos preventivos devem ser levados para a sede da Polícia Federal em Curitiba.

Com informações do G1

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