04 de dezembro de 2018, 09h59

Cúpula da CBF usa jogo do Palmeiras para fazer lobby com Bolsonaro

Atual presidente da CBF, Coronel Nunes foi um dos braços mais atuantes da Ditadura Militar no norte do Brasil. Indicado por Del Nero, que está preso por corrupção, futuro presidente da entidade, Rogério Caboclo considerou encontro com Bolsonaro positivo.

Reprodução

Em meio à festa de comemoração do décimo título brasileiro pelo Palmeiras, o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) e a cúpula da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), representada pelo atual presidente, o coronel Antônio Carlos Nunes, e o próximo, Rogério Caboclo – que assume o cargo em abril – tiveram uma primeira aproximação.

Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, na edição desta terça-feira (4), a entidade, que tem três ex-presidentes envolvidos em denúncias de corrupção — Ricardo Teixeira, José Maria Marin e Marco Polo Del Nero – usou a partida de futebol para fazer lobby com o novo governo.

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Coronel Nunes, tem 80 anos e preside a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) desde 2017. Chegou ao poder graças a uma manobra de Marco Polo Del Nero, banido do futebol após o escândalo de corrupção da FIFA, que nomeou ao cargo o mais velho dentre os oito vices da entidade.

Um dos principais braços da Ditadura Militar na região Norte do Brasil, o coronel também é investigado por supostos desvios de dinheiro. O Ministério Público do Pará apura como foi empregada a verba pública de aproximadamente R$ 3,5 milhões de recebida pela federação paraense de futebol, que ele dirigiu por mais de duas décadas.

Já o futuro presidente, que tem a eleição contestada na Justiça, é afilhado político de Del Nero e aumentou seu patrimônio em 15 vezes desde que assumiu seu primeiro cargo na estrutura futebolísitca, como diretor da Federação Paulista de Futebol (FPF).

Segunda a reportagem da Folha, nesta segunda-feira (3), Caboclo comemorava o sucesso do encontro com o presidente eleito. Em reunião com os dirigentes de federações, ele fez um balanço positivo do primeiro contato com Bolsonaro.

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