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24 de setembro de 2017, 12h43

Dallagnol manda recado a Dodge e ameaça políticos

Em palestra em Nova Lima (MG), procurador do Power Point sinalizou que pretende bater de frente com nova procuradora-geral da República Por Redação* O procurador Deltan Dallgnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato que ficou conhecido pela apresentação em Power Point em que tentava incriminar o ex-presidente Lula, mandou um recado a nova procuradora-geral da República, Raquel Dodge. Depois de participar de uma palestra em uma universidade em Nova Lima (MG), na noite desta sábado (23), Dallagnol disse que “ninguém pode mandar dizer o que a gente faz ou deixa de fazer em Curitiba”, fazendo clara referência a um funcionário...

Em palestra em Nova Lima (MG), procurador do Power Point sinalizou que pretende bater de frente com nova procuradora-geral da República

Por Redação*

O procurador Deltan Dallgnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato que ficou conhecido pela apresentação em Power Point em que tentava incriminar o ex-presidente Lula, mandou um recado a nova procuradora-geral da República, Raquel Dodge.

Depois de participar de uma palestra em uma universidade em Nova Lima (MG), na noite desta sábado (23), Dallagnol disse que “ninguém pode mandar dizer o que a gente faz ou deixa de fazer em Curitiba”, fazendo clara referência a um funcionário da equipe de Dodge que, recentemente, afirmou que a PGR deveria “controlar” mais a força-tarefa da Lava Jato na capital paranaense.

“Ninguém pode mandar no que a gente faz”, insistiu o procurador.

Deltan também fez uma ameaça indireta aos políticos que não aderirem ao seu fracassado projeto “dez medidas contra a corrupção”. Como o Congresso não comprou a pauta, o procurador pretende lançar uma campanha para que, no próximo pleito eleitoral, pressione políticos a aderir.

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“É preciso colocar no Congresso quem se vincule a um pacote anticorrupção consistente. O objetivo é uma renovação da classe política tendo como pré-requisito o apoio ao pacote (…) Não que seja um critério único, porque a sociedade é plural, tem múltiplas preferências em várias áreas da vida, e essas preferências devem ser representadas. Mas um requisito para que represente essas preferências é o compromisso inabalável com o interesse público”, pontuou.

*Com O Tempo

Foto: Pedro de Oliveira/Alep

 

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