06 de dezembro de 2018, 16h09

Damares Alves é confirmada ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos

Defensora da tese de que lugar de mulher é em casa, pastora evangélica é assessora do senador Magno Malta desde 2015 e ficará responsável pela gestão da Funai

Foto: Reprodução/YouTube

Onyx Lorenzoni, futuro ministro-chefe da Casa Civil, anunciou nesta quinta-feira (6) que a pastora evangélica Damares Alves, que é assessora do senador Magno Malta (PR-ES) desde 2015, será a ministra de Mulher, Família e Direitos Humanos. A pasta ficará responsável pela gestão da Fundação Nacional do Índio (Funai), de acordo com Guilherme Mazui, do G1.

A divulgação ocorreu durante coletiva concedida na sede do governo de transição, em Brasília. A futura ministra estava ao lado de Onyx e chegou a conversar com a imprensa.

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Ela afirmou que pretende dar protagonismo no governo a políticas públicas voltadas às mulheres. Damares também ressaltou que pretende propor um “pacto pela infância” à frente do ministério.

Ela disse, ainda, que, se depender dela, vai para porta de empresa na qual funcionário homem ganhe mais do que mulher para protestar por equiparação salarial de gênero.

Com a indicação de Damares para a Esplanada dos Ministérios, Bolsonaro já definiu 21 dos 22 ministérios de seu governo. Falta somente o Ministério do Meio Ambiente.

Mulheres em casa

Damares Alves acredita que as mulheres nasceram para serem mães e que num modelo ideal de sociedade elas ficariam em casa, enquanto os homens se dedicariam ao trabalho.

Em entrevista ao canal de youtube de Jaufran Siqueira, apoiador de Bolsonaro, seguidor de Olavo de Carvalho e entusiasta da monarquia, Damares diz: “Hoje, a mulher tem estado muito fora de casa. Costumo brincar como eu gostaria de estar em casa toda a tarde, numa rede, e meu marido ralando muito, muito, muito para me sustentar e me encher de joias e presentes. Esse seria o padrão ideal da sociedade. Mas, não é possível. Temos que ir para o mercado de trabalho”.

Ela também é apontada como autora da farsa do chamado “kit gay“.

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