06 de dezembro de 2018, 19h08

Damares é anunciada ministra da Mulher ao lado de deputado acusado pela Lei Maria da Penha

Coordenador da campanha de Bolsonaro no Nordeste, Julian Lemos já foi acusado por três vezes e chegou a ser preso com base na Lei Maria da Penha

Julian Lemos (ao centro) – Foto: Rafael Carvalho/Governo de Transição

Durante o anúncio de Damares Alves como futura ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, uma das pessoas que apareceram ao lado dela, em sua primeira entrevista, foi o deputado eleito Julian Lemos (PSL-PB). O parlamentar foi coordenador da campanha do militar no Nordeste e foi acusado de agressão pela irmã e pela ex-esposa, entre os anos de 2013 e 2016, de acordo com informações do Jornal do Brasil.

Listado entre os 27 homens que fazem parte da equipe de transição e que devem compor o governo de Jair Bolsonaro (PSL), Lemos já foi acusado por três vezes e preso pela Lei Maria da Penha, além de ter sido condenado em primeira instância a um ano de prisão, em 2011, por estelionato. O caso, no entanto, prescreveu antes de ser julgado pela segunda instância.

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O parlamentar foi alvo de três processos por violência doméstica. No entanto, dois foram arquivados, depois de retratação de sua ex-esposa, Ravena Coura. Em 2013, ela teria afirmado que o marido era um homem “muito violento” e que teria sido agredida fisicamente e ameaçada com uma arma de fogo. Lemos foi preso em flagrante.

Já em 2016, a irmã dele, Kamila Lemos, prestou depoimento à polícia e declarou que havia tentado separar um conflito entre Lemos e a ex-companheira. Segundo Kamila, o deputado eleito teria começado a ofendê-la e, em seguida, a agarrou pelo pescoço e a arrastou pelo chão. As lesões foram confirmadas pelo Instituto Médico Legal e o inquérito segue em andamento.

Em entrevista ao jornal O Globo, em março, Julian Lemos declarou que “a Lei Maria da Penha no Brasil é um instrumento tanto de defesa da mulher quanto de vingança”.

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