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31 de janeiro de 2019, 11h26

Damares fará “pente-fino” em indenizações às vítimas da Ditadura; Dilma está no alvo

Uma das preocupações de quem atua na área é que os militares ganhem mais peso nas discussões e decisões da comissão.

Reportagem de Isadora Peron e Fernando Exman, na edição desta quinta-feira (31) do Valor Econômico, informa que a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, fará um “pente fino” nas indenizações pagas às vítimas da Ditadura. A ministra é a nova responsável pela Comissão de Anistia, que analisa os casos, entre eles o da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), que foi presa e torturada durante o regime militar. Leia também: Jornalista de Época diz que criança indígena levada por Damares “não foi salva de ser enterrada” Segundo a reportagem, auxiliares da ministra têm afirmado que a intenção do novo governo...

Reportagem de Isadora Peron e Fernando Exman, na edição desta quinta-feira (31) do Valor Econômico, informa que a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, fará um “pente fino” nas indenizações pagas às vítimas da Ditadura.

A ministra é a nova responsável pela Comissão de Anistia, que analisa os casos, entre eles o da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), que foi presa e torturada durante o regime militar.

Leia também: Jornalista de Época diz que criança indígena levada por Damares “não foi salva de ser enterrada”

Segundo a reportagem, auxiliares da ministra têm afirmado que a intenção do novo governo é abrir a “caixa-preta” do que chamam de excesso de benefícios já autorizados, além de passar a fazer uma análise “mais criteriosa” dos pedidos que ainda aguardam decisão.

Uma das preocupações de quem atua na área é que os militares ganhem mais peso nas discussões e decisões da comissão.

Também caberá à ministra a nomeação dos novos conselheiros. A última formação do colegiado era composta por 20 integrantes. Agora, ela tem carta-branca para escolher quem fará parte da comissão – e até para diminuir o número de conselheiros. A única exigência é ter ao menos um representante do Ministério da Defesa e um dos anistiados políticos.

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Desde que a Comissão da Anistia foi criada, em 2002, mais de 77,9 mil pedidos de reparações foram protocolados. Desses, 39.329 foram atendidos. Hoje, há cerca de 13 mil pendentes.

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