15 de fevereiro de 2019, 12h39

Damares sugere que pais e mães de meninas fujam do Brasil

A ministra disse, ainda, que o governo estuda trabalhar por uma lei para aumento de pena quando o sacerdote comete abuso sexual. Ela pregou uma 'revolução cultural', com meninos dando flores e volta dos 'bailinhos'

Ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves - Foto: Wilson Dias/Agência Brasil
Em entrevista ao Jornal da Manhã da rádio Jovem Pan João Pessoa, a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, disse que, se pudesse aconselhar pais e mães de meninas, sugeriria que “fugissem” do Brasil. A ministra disse, ainda, que o governo estuda trabalhar por uma lei para aumento de pena quando o sacerdote comete abuso sexual. “Agora, a gente recebeu uma pesquisa que o país é o pior da América do Sul para criar menina. Se eu tivesse que dar um conselho para quem é mãe de menina, pai de menina, seria ‘foge do Brasil’”,...

Em entrevista ao Jornal da Manhã da rádio Jovem Pan João Pessoa, a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, disse que, se pudesse aconselhar pais e mães de meninas, sugeriria que “fugissem” do Brasil. A ministra disse, ainda, que o governo estuda trabalhar por uma lei para aumento de pena quando o sacerdote comete abuso sexual.

“Agora, a gente recebeu uma pesquisa que o país é o pior da América do Sul para criar menina. Se eu tivesse que dar um conselho para quem é mãe de menina, pai de menina, seria ‘foge do Brasil’”, declarou a ministra. Ela disse que um dos principais problemas é o abuso sexual de meninas e mulheres e propôs o aumento das penas como uma das soluções.

“Estamos nos deparando com muitos casos de sacerdotes abusando de mulheres. Estamos querendo rever a legislação. Quando essa pessoa é um sacerdote, aumentar a pena dele. Mas acredito que não é só repressão. Tem que começar lá na escola”, afirmou.

A ministra reduziu a questão do machismo a uma suposta falta de cavalheirismo e perda de valores conservadores, pregando uma “revolução cultural”. Ela sugeriu que meninos levem flores para as meninas e o retorno dos antigos ‘bailinhos’.

“Já pensou a gente fazendo uma grande campanha nacional para os meninos levarem flores? Os namorados não estão dando mais flores. Já pensou a gente fazer os antigos bailezinhos? O que nós vemos com os meninos de 12 anos? Um baile extremamente sensual em que a menina é consumida. Alguns valores foram perdidos. Ensinar os meninos a abrirem a porta do carro para mulher. Ensinar os maridos a levar presentes, flores”, disse a ministra.