23 de janeiro de 2019, 11h33

Daniela e Caetano debocham de Damares e dos conservadores: “Abre a porta desse armário”

“Abra a porta desse armário/ Que não tem censura pra me segurar/ Abra a porta desse armário/ Que alegria cura/ Venha me beijar”, diz a canção que será lançada na próxima sexta-feira

Foto: Celia Santos Divulgação
Daniela Mercury e Caetano Veloso, juntos pela primeira vez em estúdio, gravaram este mês em Salvador a canção “Proibido o Carnaval”. Em ritmo de axé, com refrão explosivo, a música composta por Daniela, e que tem tudo para explodir no próximo carnaval, é uma reação à onda conservadora que tem assolado o Brasil e o mundo. A canção faz também piada com a frase da ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, de que é inaugurada agora uma “nova era” no país, em que “menino veste azul e menina veste rosa”. Fórum precisa ter um jornalista em Brasília...

Daniela Mercury e Caetano Veloso, juntos pela primeira vez em estúdio, gravaram este mês em Salvador a canção “Proibido o Carnaval”. Em ritmo de axé, com refrão explosivo, a música composta por Daniela, e que tem tudo para explodir no próximo carnaval, é uma reação à onda conservadora que tem assolado o Brasil e o mundo.

A canção faz também piada com a frase da ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, de que é inaugurada agora uma “nova era” no país, em que “menino veste azul e menina veste rosa”.

Fórum precisa ter um jornalista em Brasília em 2019. Será que você pode nos ajudar nisso? Clique aqui e saiba mais

“Abra a porta desse armário/ Que não tem censura pra me segurar/ Abra a porta desse armário/ Que alegria cura/ Venha me beijar/Tá proibido o Carnaval/ Nesse país tropical”, diz a canção, que será lançada na próxima sexta-feira (25).

Num dos versos, surge ainda a pergunta: “Vai de rosa ou vai de azul?”.

“Daniela é uma figura que foi sempre reinventora do fenômeno que é o Carnaval de rua da Bahia. Ela segue em frente, criando coisas. Eu gosto muito de ‘Rainha Má’, mas essa nova é uma canção que tem uma vitalidade propriamente carnavalesca. Ela tem a alma da marchinha de Carnaval, com o poder satírico, mas, ao mesmo tempo, livre da própria sátira que faz. É Carnaval, mesmo”, disse Caetano, em temporada de veraneio.

“Evidentemente, é uma reação, uma resposta à tendência censora dos poderes brasileiros hoje. Isso é interessante. Na história das marchas de Carnaval, o comentário político ou social sempre houve. Nesse caso é muito autenticamente feito do jeito carnavalesco de tratar essas coisas. Achei que é uma grande música de Carnaval, que reafirma a posição histórica de Daniela”, completou.

Com informações da Folha

Agora que você chegou ao final desse texto e viu a importância da Fórum, que tal apoiar a criação da sucursal de Brasília? Clique aqui e saiba mais