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03 de setembro de 2013, 13h36

Danilo Gentili ofende nordestinos e cubanos na mesma “piada”

Apresentador do talk show Agora é Tarde, exibido pela TV Bandeirantes, afirmou que médicos cubanos estão se sentindo em casa no Nordeste brasileiro, sem luz e água

Apresentador do talk show Agora é Tarde, exibido pela TV Bandeirantes, afirmou que médicos cubanos estão se sentindo em casa no Nordeste brasileiro, sem luz e água

Da Redação

Durante o programa Agora é Tarde, exibido na última quinta-feira (29), o humorista e apresentador Danilo Gentili ironizou o apagão ocorrido no Nordeste no último dia 28 de agosto. Na “piada”, o humorista afirmou que os médicos cubanos, contratados pelo governo federal por meio do programa Mais Médicos, agora estão se sentindo em casa na região, sem água e sem luz.

Para completar a “piada”, o vocalista da banda Ultraje a Rigor (banda do talk show apresentado por Gentili), Roger Moreira, afirmou que no Nordeste “tem papel higiênico ainda”. O apresentador respondeu que “tem comida também”.

A “piada” do apresentador causou uma reação imediata de repúdio na internet. O jornalista Rogério Tomaz Jr, autor do blog Conexão Brasília Maranhão, afirmou que Gentili soa “como alguém cujo ‘talento’ depende da existência de imbecis como ele para se alimentarem continuamente do preconceito, da discriminação e da ignorância”

Além do preconceito direcionado à Cuba e ao nordeste brasileiro, Gentili revelou na “piada” o seu desconhecimento sobre a atual realidade cubana em relação à segurança alimentar da sua população.

Em visita a ilha governada por Raul Castro, o diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, José Graziano da Silva, reconheceu os esforços do governo cubano para garantir a segurança alimentar da população. Cuba hoje possui uma situação de segurança alimentar próxima a de países desenvolvidos, com um índice de desnutrição menor que 5% da população.

“Cuba é um dos 16 países do mundo que já atingiram a meta da Cúpula Mundial da Alimentação de reduzir pela metade o número absoluto de pessoas com fome. Isso tem sido possível graças à prioridade que o governo tem dado para garantir o direito à alimentação e as políticas que implementou”, afirmou o representante da ONU em maio deste ano.