Milos Morpha

por Cesar Castanha

08 de junho de 2012, 10h55

David Fincher: O Estilo de um tempo

1Artigo feito em colaboração com Antonio Lira e Natália Faria
1- Traduzindo uma geração.
David Fincher é um tradutor. Não falamos isso apenas pela sua compreensão dos vários modos possíveis de comunicação através do cinema. Não estamos falando sequer do equilíbrio de seus elementos (fotografia, roteiro, edição, atuação), onde (pelo menos na maioria de seus filmes) nenhum deles se sobrepõe a outro e como todos os exageros e contenções se dão de forma conjunta. Pois este uso do conjunto cinematográfico em equilíbrio já é comum em diretores americanos competentes, inclusive Paul Thomas Anderson, contemporâneo de Fincher. A grande diferença, e a que pretendemos acentuar neste primeiro parágrafo, é que diferente da maioria, Fincher tem apreço por trabalhar com obras adaptadas. É ele o diretor que pega um livro como Bilionários por Acaso e ao invés de adaptá-lo ele o traduz cinematograficamente ao recriar o conflito e a situação na tela, sempre usando como base o cenário geográfico, temporal e psicológico do que está retratando. Fincher é o diretor que pega uma obra prévia e a traduz tanto em sentido quanto em forma. Sua confiança na composição de planos e a escolha de uma trilha que reflete o tom da trama ao invés de cria-lo (a sequencia que percorre o campus de Harvard em A Rede Social é um bom exemplo da presença desses dois elementos) demonstram que David Fincher entende o que está sendo dito.
Em seu cinema, David Fincher se propõe a compreender seus personagens a partir da perspectiva de sua época e lugar, principalmente de seus contemporâneos (há na filmografia de Fincher três filmes de enredos não contemporâneos: Alien 3 [1992], Zodíaco [2007] e o parcialmente contemporâneo O Curioso Caso de Benjamim Button [2008]). Consideramos Seven como seu primeiro estudo analítico de uma época. Depois do turbilhão da revolução de costumes dos anos 60 e 70, surge a aparente “decadência moral” ideia que domina em centros cosmopolitas como Nova York e a cidade sem nome na qual se passa Seven. Tal “decadência” vem acompanhada do individualismo da geração Y (dos nascidos durante e depois da era Reagan), quanto a ela Fincher tem uma relação dúbia. Em seus primeiros filmes ele se prolonga quanto aos defeitos desta geração, mas parece estar mais preocupado em denunciar a exagerada reação a ela seja através do assassino moralista de Seven ou do próprio exagero ideológico que é o clube de luta. 
A principal diferença destes filmes para os seus dois mais recentes já nos anos 2010 é que, tanto em A Rede Social quanto em Os Homens que Não Amavam As Mulheres, os apáticos representantes da geração Y passam a protagonizar os filmes ao invés de seus antagonistas ideológicos. Mark Zuckeberg e Lisbeth Salander são as representações da geração faça por si mesmo. E diferente do personagem de Edward Norton em Clube da Luta, por exemplo, esta ação não parte de uma frustração e sim de um desejo de conquista pessoal que é sim individualista, mas apenas porque só através do individualismo que estas conquistas seriam possíveis. O facebook não teria sido a conquista que foi se feito em colaboração com os Winklevoss ou se Zuckeberg tivesse cedido à limitação criativa de Eduardo Saverin e acatasse ao uso de publicidade. Nem mesmo Sean, que é o que chega mais próximo do ideal que Zuckeberg tem para si, seria capaz de ter a mesma dedicação do próprio. Ele conquista seu objetivo ao custo da solidão, que parece ser o custo para a conquista de todos da geração Y. Lisbeth Salander teve que pagar o mesmo preço pelo direito a sua privacidade e individualidade e é o preço que Benjamin paga por sua dádiva. Até mesmo o não-contemporâneo Robert Graysmith de Zodíaco teve de sacrificar o seu casamento em favor da busca pelo assassino.  Por outro lado, a “salvação” de Norton em Clube da Luta se dá através do coletivo seja com o sofrimento de grupos anônimos ou com o próprio clube de luta, mas neste caso a conquista não o satisfaz, nem perto da satisfação que ele tinha ao encher a casa de móveis, esta também paga com a solidão. Não acho que em nenhum momento (talvez exceto por Benjamin Button que é um filme de respostas e não de questionamentos, como é o comum de Fincher) o diretor se propõe a dizer se vale ou não a pena o sacrifício. A questão em jogo é se os personagensacham que vale a pena e até mesmo esta vertente parece divergir. Sós, os detetives Mills e Sommerset não teriam condições psicológicas de concluir a investigação de Seven, assim como a grandeza do clube de luta não teria sido conquistada se Edward Norton não encontrasse Tyler Durden. Porém, os personagens mais recentes de Fincher (especificamente a partir de Zodíaco) parecem estar conscientes de que estão fazendo uma escolha entre suas relações afetivas e suas conquistas pessoais, para eles, então, parece valer a pena.
E trata-se se uma vitória particularmente geracional. São os jovens contra a velha guarda tradicional, representada pelos gêmeos Winklevoss em A Rede Social e pelo machismo e o falso-moralismo de Os Homens que Não Amavam As Mulheres. Ao se recusar a processar Zuckeberg por ser, em suas palavras, “um cavalheiro de Harvard”, Tyler Winklevoss toma uma posição comum de adultos perante adolescentes: a de não abrir discussões com base numa inquestionável superioridade da sua maturidade. A derrota dos Winklevoss é a derrota da tradição, que agora olha incompreendida a posição de Zuckeberg, lugar que consideravam seus por direito. Em Os Homens… a tradição derrotada é a machista. A incompreensão dos derrotados é agonizante. Martin Venger não consegue entender como a irmã escapou de sua submissão e Bjurman entra em choque quando é vencido por uma mulher, ainda mais uma de posição social tão inferior à dele.
2-    Personagens marginalizados
Não é de se surpreender que David Fincher tenha escolhido adaptar a trilogia Millennium de Stieg Larsson. A dupla Mikael Blomkvist e Lisbeth Salander remetem a muitos de seus protagonistas, principalmente pela marginalização. Lisbeth é uma jovem sob tutela do governo, ela é considerada incapaz de cuidar da própria vida e administrar o próprio dinheiro. O espectador sabe que ela é extremamente capaz de ambos, mas mesmo assim não precisamos dedicar muito pensamento para descobrir o porquê o estado a considera incapaz. Ela é bizarra de todos os modos. Suas roupas e o fato de ser mulher serviram para que fosse ignorada pelo pai e marginalizada pela sociedade. Como fica claro já na primeira cena em que aparece, é uma pessoa que não passa confiança ou credibilidade. É o que poderíamos dizer de Mikael Blomkvist, por exemplo, que foi humilhado na corte justamente em um processo que avaliaria sua credibilidade. Eles não são diferentes de Mark Zuckeberg (A Rede Social) que tem de ouvir os Winklevoss proporem “melhorar sua imagem” ou de Graysmith (Zodíaco) como um simples cartunista tentando desvendar o maior mistério de São Francisco. O ponto em comum na marginalidade deles é a recusa em aceitar ajuda externa para mudar. É como se além de dizerem “somos capazes de fazer isso” para os já bem-sucedidos antagonistas, eles dissessem “somos capazes de fazer isso do lugar de onde estamos”. Remetendo ao individualismo: eles não precisam de popularidade para chegar aonde chegaram.
3-    A mulher por traz do homem
“Por trás de todo grande homem existe uma grande mulher.” É fato que todos já ouvimos esse clichê ao menos uma vez na vida. E, embora não com a mesma mensagem por trás da frase, pode-se dizer que a ideia se aplica aos filmes de Fincher. Geralmente são protagonizados por personagens masculinos que enfrentam algum tipo de confronto interno, psicológico, ou físico; entretanto, têm presente em suas vidas mulheres cujas personalidades são opostas às deles. São personagens mais centradas, mais maduras e que têm maior controle sobre seus sentimentos e que, de maneira direta ou não, são influenciadoras sobre os personagens, atenuam ou acentuam os problemas vividos pelos seus parceiros, como a Tracy de Seven (1995) ou a Erika de A Rede Social (2010).
Em Clube da Luta (1999), é Marla a principal responsável, de certo modo, por resolver o conflito entre o personagem anônimo de Edward Norton e seu alter ego, Tyler. Com sua personalidade excêntrica, como expectadora ela vê toda a situação como uma grande besteira, sem propósito. Daí o porquê de Tyler pedir ao personagem de Norton para que nunca fale sobre ele com ela: a partir do momento em que ele quebra essa promessa, se quebra a linha tênue entre os dois e abre-se o desfecho para o fim do conflito. Marla é a força animal de Norton e o tumor de Tyler.
Em O Curioso Caso de Benjamin Button (2008), cujo objetivo é retratar a juventude e a morte, além das experiências e do nível de maturidade característicos de cada um, como intrínsecos à vida, a personagem de Cate Blanchett é fundamental para, junto com o protagonista, analisarmos esses fatos simultaneamente, através de uma linha do tempo progressiva e de uma retrógrada. Num primeiro momento, podemos ver em Daisy a imaturidade que marca muitas vezes a juventude e o desejo de se aventurar, enquanto por outro lado Benjamin Button busca e almeja por uma relação mais sólida e estável. Essa situação é claramente retratada na cena do primeiro reencontro dos dois, quando Daisy dança em um coreto enquanto Button a admira. Após isso, já em outro momento do filme, os dois finalmente conseguem ter uma relação, pois seus espíritos se encontram mais ou menos no mesmo nível, mas a situação não perdura. A notícia da gravidez é o estopim para que se perceba a inversão de papéis. Por consequência do processo inverso em que a vida dele se desenvolve, agora é ela que deseja por uma relação mais madura enquanto ele se depara com a insegurança e a irresponsabilidade que também são características da juventude em que ele agora se encontra, e resultam em suas ações futuras.
Entretanto, em Millenium: Os Homens Que Não Amavam as Mulheres (2011) a situação se inverte. Trata-se de um filme aparentemente misógino, e Lisbeth é, como diz Marcelo Hessel, uma personagem brutalizada por uma sociedade masculina, e como se a única maneira de combater os homens fosse imitá-los. Antissocial, ela fica sob a tutela da justiça por ser considerada incapaz de seus atos, o que vemos ser na verdade falso ao longo do filme e acompanharmos sua história, e nesse caso é Mikael, de certa forma, o seu catalisador, pela maneira que a trata, diferente dos outros homens.
Interessante observar que este recorrente elemento dos filmes de David Fincher já tinha sementes plantadas no seu debut. Em Alien 3, a famosa Agente Ripley vai parar em uma espécie de presídio-monastério no qual só residem homens. Um dos líderes do presídio atenta para o perigo de ter uma mulher entre eles que possa “dar ideias e perturbar a ordem”. Acontece que a noção de ordem dos prisioneiros já é perturbada pela rigidez não justificada em si. O papel de Ripley, assim como foi das outras personagens femininas depois dela, é bater de frente com as frustrações masculinas.
4-    Filmes de detetive
Apesar de Sevene Zodíaco a princípio terem uma ligação quase que imediata, por tratarem ambos do mesmo tema (um serial killer), cada um dos filmes trata a questão de uma maneira diferente. Em Seven, o mistério propriamente dito é relegado a segundo plano em função do desenvolvimento dos personagens, que, ao longo da trama, se tornam essenciais para o desfecho da história. Diferente de Zodíaco, onde as intenções do assassino jamais são reveladas. John Doe (Seven)é representado com um louco, cujo radicalismo leva ao extremo seu desprezo pela decadência dos bons costumes. Fincher é sábio em construir uma atmosfera com elementos neo-noir, que reforçam as características de cada personagem e dão um tom mais intimista à trama. Outro aspecto interessante é a maneira como Fincher consegue passar a brutalidade de cada uma das mortes sem que seja necessário que tenhamos que vê-las, colocando em cena os elementos necessários para que possamos recriá-las em nossas mentes.
Vê-se presente também uma possível crítica à geração Y (nascidos na era Reagan e depois). O policial Sommerset interpretado por Morgan Freeman ainda é um fruto da geração pré-revolução, um dos últimos resquícios culturais dos “bons costumes”. E assim como boa parte da América conservadora, ele tem opiniões radicais quanto à “decadência moral” e da apatia e individualismo típico daquela como um sinônimo de fim dos tempos. A virada ideológica se dá nos minutos finais, quando o assassino revela ter os mesmos ideais de desprezo pelo individualismo e o afastamento dos costumes que Sommerset. O desfecho final o faz perceber o perigo de suas ideias e trazer uma volta à crença inicial. Ele conclui o filme reforçando os defeitos da geração Y, mas reconhecendo o perigo da radicalidade perante eles. “O mundo é um bom lugar, pelo qual se vale a pena lutar. Concordo com a segunda parte.” diz Sommerset.
Em Zodíaco, Fincher opta por um tom quase que documental. Aqui, a construção dos personagens é toda baseada na relação deles com a investigação, e todos os detalhes da mesma são abordados extensivamente, sempre pela visão de Robert Graysmith. Se Fincher é um tradutor, pode-se dizer que seu objetivo com Zodíaco é simplesmente traduzir todos os detalhes daquela investigação para uma linguagem cinematográfica. Seria quase como uma versão cinematográfica do New Journalism, gênero jornalístico criado por Truman Capote nos anos 60. E mesmo tendo elementos clássicos de um filme de suspense, cujo exemplo máximo é a cena em que Graysmith vai investigar o porão da casa de um possível suspeito, esses elementos surgem apenas como uma estratégia de prender a atenção do espectador, e fazê-lo se envolver ainda mais na história e no ponto de vista de seu personagem principal. Afinal, o importante aqui, diferentemente de Seven, é fazer um relato em detalhes da apuração dos fatos, colocando na tela todos esses elementos. E assim sendo, o filme aproveita também para fazer uma análise do impacto de todos aqueles acontecimentos na sociedade, e da relação no geral entre a mídia e as investigações criminosas.
É interessante também perceber como o filme, apesar de relatar os fatos, mostra-os sobre a ótica do personagem principal que acredita que Arthur Leigh Allen é o verdadeiro culpado. Ao mesmo tempo em que vários atores são usados para interpretar o assassino em diferentes cenas, o que serve para fazer com que sua identidade permaneça uma incógnita. O filme também deixa claro o ponto de vista de Graysmith, que acredita até hoje que Arthur Leigh Allen é o culpado.
Há também em Zodíaco, o elemento recorrente do personagem principal marginalizado, e, apesar de não ser um retrato contemporâneo, a valorização da individualidade e das conquistas profissionais perante as relações pessoais, presente em Millenium e em A Rede Social, e da superação do jovem perante a velha guarda. O jovem cartunista continua sempre persistente na sua missão de resolver o caso, perante a descrença de Paul Avery e Dave Toschi, e mesmo que isso custe a relação com a sua família.
5-    Exageros e sutilezas
Os filmes de David Fincher parecem refletir visualmente a sua trama. Em Seven temos as cores frias e debotadas, além do tom escuro que se assemelham a ideia de decadência moral da trama. Assim como em Os Homens… esta frieza visual recorre a uma direção de arte natural (porém não menos meticulosamente planejada como para refletir sua época e seus personagens, ambos extremamente reais) e a uma fotografia discreta o que não permite que a tensão seja quebrada nas cenas de suspense em favor de algum virtuosismo do diretor. Além de garantir um conforto natural quando postos diante da relação afetiva entre os personagens.
Por outro lado temos Clube da Luta, que é uma explosão de firulas visuais e narrativas. Porém há de ser válido, considerando que a proposta do filme é a própria crítica ao exagero. Que outro modo possível de fazer isto sem ser exagerado no argumento? A outra exceção da regra é Benjamin Button, onde o roteiro parece fugir das sutilezas da direção e mesmo assim temos um espetáculo de atuações contidas e um filme que evita criar o clímax, o que não é o caso de Forrest Gump (fruto do mesmo roteirista e que segue a mesma estrutura narrativa).
Em Zodíaco o visual está atrelado a uma visão factual do caso. A frieza de seus outros filmes se mostra ainda maior na cena em que um casal é assassinado perto de um lago. Nela, a câmera procura não mostrar o ato das facadas e sim as expressões faciais de quem as recebe. Finalmente, em A Rede Social, a estética responde aos personagens. Embora alguns críticos apontem que a cena da corrida de remo é de um virtuosismo desnecessário, logo compreendemos que a sua função é preceder e justificar a decisão de Tyler Winklevoss de voltar atrás e processar Zuckeberg.
Referências Bibliográficas:
MACEDO, Thiago. “A Rede Social: um filme do facebook e de uma geração”, Filmes Polvo http://www.filmespolvo.com.br/site/artigos/fade_out/1104(acessado em 03/06/2012)
ORIENTE, Fernando. “O Curioso Caso de Benjamin Button”. Cinequanon http://www.cinequanon.art.br/filmes_detalhe.php?id=1177&num=1(acessado em 03/06/2012)
LARSSON, Stieg. A Garota que brincava com fogo. 3 ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2011.
CUNHA, Leo. “O Curioso Caso de David Fincher”. Filmes Polvo http://www.filmespolvo.com.br/site/artigos/story_line/489(acessado em 03/06/2012)
AMARAL, Leonardo. “Zodíaco: metalinguagem em consonância”. Filmes Polvo http://www.filmespolvo.com.br/site/artigos/cinetoscopio/76(acessado em 03/06/2012)
HESSEL, Marcelo. “Millennium: Os Homens que Não Amavam As Mulheres”. Omelete http://omelete.uol.com.br/girl-dragon-tattoo/cinema/millennium-os-homens-que-nao-amavam-mulheres-critica/(acessado em 03/06/2012)
LEVY, Emmanuel. “Social Network: Interview with David Fincher”. http://www.emanuellevy.com/interview/social-network-interview-with-director-david-fincher-8/(acessado em 03/06/2012)
BRUM, Eliane. “Por que amamos tanto Lisbeth Salander”. Época http://revistaepoca.globo.com/Sociedade/eliane-brum/noticia/2012/02/por-que-amamos-tanto-lisbeth-salander.html(acessado em 30/05/2012)

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