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30 de janeiro de 2017, 11h43

De olho nos negócios proporcionados pela abertura, governo Temer vai pra Cuba

Temer vai pra Cuba. Seu governo começa a tentar um movimento de aproximação da esquerda moderada, pelo menos em relação à área internacional. O Brasil quer estreitar as relações com Cuba. A estratégia do Palácio do Planalto é aproveitar o momento de abertura comercial do país para fechar negócios com a ilha.

Temer vai pra Cuba. Seu governo começa a tentar um movimento de aproximação da esquerda moderada, pelo menos em relação à área internacional. O Brasil quer estreitar as relações com Cuba. A estratégia do Palácio do Planalto é aproveitar o momento de abertura comercial do país para fechar negócios com a ilha. Da Redação com Informações do Globo O presidente Michel Temer começa a tentar um movimento de aproximação da esquerda moderada, pelo menos em relação à área internacional. O Brasil quer estreitar as relações com Cuba. A estratégia do Palácio do Planalto é aproveitar o momento de abertura comercial...

Temer vai pra Cuba. Seu governo começa a tentar um movimento de aproximação da esquerda moderada, pelo menos em relação à área internacional. O Brasil quer estreitar as relações com Cuba. A estratégia do Palácio do Planalto é aproveitar o momento de abertura comercial do país para fechar negócios com a ilha.

Da Redação com Informações do Globo

O presidente Michel Temer começa a tentar um movimento de aproximação da esquerda moderada, pelo menos em relação à área internacional. O Brasil quer estreitar as relações com Cuba. A estratégia do Palácio do Planalto é aproveitar o momento de abertura comercial do país para fechar negócios com a ilha. De quebra, o governo conseguiria angariar simpatia de críticos do processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, que levou Temer ao poder.

Há interesses em diversas frentes. Segundo interlocutores do presidente da República, o BNDES tem interesse em financiar a compra e a instalação de equipamentos ferroviários. Esse é um setor que promete deslanchar com o fim do embargo dos EUA a Cuba.

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Já a indústria quer fornecer etanol e fazer projetos de infraestrutura na ilha. No entanto, ainda há algumas dúvidas sobre o ritmo de abertura da economia cubana.

— Queremos estreitar relações com Cuba de qualquer jeito. É interessante para nós do ponto de vista econômico e político — resumiu uma pessoa próxima a Temer.

Comércio quase irrisório

Atualmente, o comércio com Cuba é quase irrisório. O Brasil exportou apenas US$ 321 milhões no ano passado. Isso representa apenas 0,17% das vendas ao exterior. Os embarques para aquele país foram, principalmente, de óleo de soja e carne de frango congelada. Já as compras do Brasil foram bem menores: somente US$ 55 milhões. Isso representa 0,04% das importações.

A mudança, porém, exigiria um amplo movimento diplomático para a reaproximação. Afinal, Cuba foi um dos países mais enfáticos na rejeição do impeachment.

No primeiro discurso de Temer na Organização das Nações Unidas, nem o chefe de Estado ou diplomatas cubanos permaneceram no recinto para ouvir as palavras do presidente. O protesto silencioso foi seguido por diplomatas e ministros de outros antigos aliados da ex-presidente Dilma Rousseff.

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Em resposta, a Controladoria-Geral da União (CGU) abriu um procedimento para investigar o financiamento da construção do Porto Mariel, em Cuba, um dos projetos mais simbólicos dos governos petistas. O empreendimento foi erguido pela Odebrecht com o financiamento de US$ 682 milhões pelo BNDES. A dúvida é se o investimento gera mercado para os empresários brasileiros. As regras do banco só permitem esse tipo de empréstimo nessas condições.

Aproximação com a Colômbia

Ficar próximo de Cuba não é a única diretriz do governo. A aproximação com a Colômbia, por exemplo, deve ser feita por meio da área de segurança. Na semana que vem, o Brasil discutirá com os ministros daquele país questões como segurança na fronteira e a reintegração de combatentes das Farc. O governo Temer ainda ensaia gestos de afagos aos africanos, governos que foram beneficiados por anos nas administrações petistas.

Segundo fontes do Itamaraty, existe a determinação da Presidência da República para que o Brasil amplie programas de cooperação, investimentos de comércio com as nações africanas, especialmente aquelas da África Austral.

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— Á África é uma região importante e estratégica para nós. É claro que continuaremos tendo aquela região como prioridade — assegurou uma fonte.

 

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