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22 de março de 2019, 09h27

Declarado “persona non grata” por Bolsonaro, Frota diz que reforma da Previdência está “bem complicada”

Segundo Frota, que engrossa a linha de resistência contra a reforma dentro da base do governo, “o tratamento especial dado aos militares não foi bem recebida (sic)"

Bolsonaro e Frota (Arquivo)
Cada vez mais, fica nítida a dificuldade do governo Jair Bolsonaro (PSL) em viabilizar a Reforma da Previdência, mesmo dentro de sua base, inclusive em seu partido, o PSL. Nesta sexta-feira (22), o deputado federal Alexandre Frota (PSL) afirmou, em sua conta no Twitter, que a proposta “está bem complicada”. Segundo ele, “o tratamento especial dado aos militares não foi bem recebida (sic). Existem outros pontos importantes que vamos ter que debater muito”, o que reforça a ideia de que a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PES) do presidente não será com a celeridade esperada pela equipe econômica...

Cada vez mais, fica nítida a dificuldade do governo Jair Bolsonaro (PSL) em viabilizar a Reforma da Previdência, mesmo dentro de sua base, inclusive em seu partido, o PSL. Nesta sexta-feira (22), o deputado federal Alexandre Frota (PSL) afirmou, em sua conta no Twitter, que a proposta “está bem complicada”.

Segundo ele, “o tratamento especial dado aos militares não foi bem recebida (sic). Existem outros pontos importantes que vamos ter que debater muito”, o que reforça a ideia de que a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PES) do presidente não será com a celeridade esperada pela equipe econômica liderada por Paulo Guedes.

A manifestação de Frota – então entusiasta de Bolsonaro – tem outro ingrediente político: o ex-ator tem sido esnobado pelo presidente e já chegou a dizer que é ‘persona non grata” no governo. Picuinhas à parte, a resistência do parlamentar à Reforma da Previdência não é fato isolado.

Na terça-feira (19), o líder do PSL da Câmara dos Deputados, Delegado Waldir (PSL), já havia declarado que a sigla não pleiteava a relatoria da PEC na Comissão Especial nem na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, como antecipou a Revista Fórum.

Waldir também criticou o envio da proposta de reestruturação da carreira militar junto às mudanças na previdência para as Forças Armadas.

A Folha confirma nesta sexta (22) o esgarçamento da relação: “Nós não fomos convidados para a governabilidade. Então nós não participamos (do governo). Nós não damos palpites. Nós não temos um ministério”, disse o líder, referindo-se à bancada do PSL na Câmara.

Presidente da CCJ, Felipe Francischini (PSL-PR) revelaria nesta quinta-feira (21) o relator da PEC, mas o anúncio foi adiado por pressões de deputados do próprio partido do presidente.

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