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28 de fevereiro de 2019, 18h31

Defesa de Lula protocola no STF perícia que comprova que juíza usou texto de Moro em sentença

Laudo técnico aponta que Gabriela Hardt utilizou a sentença do caso do triplex para condenar o ex-presidente no processo do sítio de Atibaia

Juíza Gabriela Hardt - Foto: Reprodução/YouTube/Ajufe
A equipe de advogados de Lula protocolou, nesta quinta-feira (28), uma perícia no Supremo Tribunal Federal (STF), que mostra que a juíza Gabriela Hardt usou o mesmo arquivo de texto de Sérgio Moro do processo do triplex para escrever sua sentença. Gabriela condenou o ex-presidente no processo do sítio de Atibaia (SP). O laudo indica que existe a “certeza técnica de que a Sentença do Sítio foi superposta ao arquivo de Texto da Sentença do Triplex, diante das múltiplas e extremamente singulares ‘coincidências’ terminológicas”. De acordo com o documento, assinado por Celso Mauro Ribeiro Del Picchia, membro Emérito da Associação dos...

A equipe de advogados de Lula protocolou, nesta quinta-feira (28), uma perícia no Supremo Tribunal Federal (STF), que mostra que a juíza Gabriela Hardt usou o mesmo arquivo de texto de Sérgio Moro do processo do triplex para escrever sua sentença. Gabriela condenou o ex-presidente no processo do sítio de Atibaia (SP).

O laudo indica que existe a “certeza técnica de que a Sentença do Sítio foi superposta ao arquivo de Texto da Sentença do Triplex, diante das múltiplas e extremamente singulares ‘coincidências’ terminológicas”.

De acordo com o documento, assinado por Celso Mauro Ribeiro Del Picchia, membro Emérito da Associação dos Peritos Judiciais do Estado de São Paulo, da International Association of Forensinc Sciences (IAFS), da Associação Brasileira de Criminalística [ABC] e da Asociación Latinoamericana de Criminalística, o texto da juíza apresenta frases com os mesmos conjuntos e construções características da redação de Moro.

O perito ainda encontrou, no antepenúltimo parágrafo da sentença de Hardt, uma clara referência de que a juíza apenas copiou e colou a sentença de Moro.

“Ao determinar a estimativa mínima para reparação do suposto dano, a magistrada, que cuidou do processo referente ao sítio, ‘escreveu’ que ‘deverão ser descontados os valores confiscados relativamente ao apartamento’”.

Instâncias inferiores

Em razão do exposto no laudo, a defesa de Lula apontou que está claro que os processos envolvendo o ex-presidente “não estão sendo propriamente julgados nas instâncias inferiores; ao contrário, ali estão sendo apenas formalizadas decisões condenatórias pré-estabelecidas, inclusive por meio de aproveitamento de sentenças proferidas pelo ex-juiz da Vara, símbolo do programa punitivo direcionado”.

Confira a íntegra da perícia aqui.

 

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