27 de abril de 2018, 18h07

Defesa pede desbloqueio de bens do ex-presidente Lula e de Dona Marisa Letícia

Advogados alegam impossibilidade de exercer o direito de defesa, além de violação das garantias constitucionais

Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula A defesa de Luiz Inácio Lula da Silva solicitou nesta sexta-feira (27) que o juiz Sergio Moro desbloqueie os bens do ex-presidente e da ex-primeira-dama Marisa Letícia, segundo informações do G1. A quantia obstruída de Lula é de contas bancárias, valores aplicados em planos de previdência privada e todos os valores existentes na conta da empresa Lils Palestras, da qual o ex-presidente é sócio, conforme a defesa. Os advogados alegam que Lula não tem recursos para “fazer frente às despesas necessárias à sua subsistência e de sua família” e tampouco para que ele possa se defender...

Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula

A defesa de Luiz Inácio Lula da Silva solicitou nesta sexta-feira (27) que o juiz Sergio Moro desbloqueie os bens do ex-presidente e da ex-primeira-dama Marisa Letícia, segundo informações do G1. A quantia obstruída de Lula é de contas bancárias, valores aplicados em planos de previdência privada e todos os valores existentes na conta da empresa Lils Palestras, da qual o ex-presidente é sócio, conforme a defesa.

Os advogados alegam que Lula não tem recursos para “fazer frente às despesas necessárias à sua subsistência e de sua família” e tampouco para que ele possa se defender das “indevidas imputações que lhe foram dirigidas por meio de diversas ações judiciais”. Segundo o pedido, os valores não estão vinculados a qualquer ilicitude e têm origem certa e já conhecida da Justiça. Os defensores ainda questionaram: “Como viabilizar essa defesa – na extensão promovida pelo texto constitucional, insista-se – se este juízo e a Fazenda Nacional bloquearam todos os recursos do Primeiro Peticionário?”.

Em relação à Dona Marisa Letícia, a justificativa do pedido de desbloqueio é de que houve extinção da punibilidade da ex-primeira-dama, em função de sua morte e, portanto, não há motivo para manter o bloqueio.