20 de junho de 2018, 08h14

“Delação premiada não é crime”, diz Wadih Damous a “lavajateiros” após absolvição de Gleisi

Gleisi foi absolvida pela segunda turma do STF em julgamento encerrado na noite desta terça-feira

Wadih Damous Foto: Agência Câmara
O deputado federal Wadih Damous (PT-RJ) celebrou no Twitter a absolvição da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) em julgamento na 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) encerrado na noite desta terça-feira. Ela e o marido Paulo Bernardo eram acusados dos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção passiva. A denúncia do Ministério Público se baseava nas delações premiadas obtidas pela Lava Jato. Sobre isso, Damous escreveu: “Gleisi Hoffmann 5 x 0 Lava Jato. Delação premiada não é prova. Aprendam de uma vez por todas os lavajateiros fascistas”. Eles eram acusados de pedir e receber propina de R$ 1 milhão, supostamente...

O deputado federal Wadih Damous (PT-RJ) celebrou no Twitter a absolvição da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) em julgamento na 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) encerrado na noite desta terça-feira. Ela e o marido Paulo Bernardo eram acusados dos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção passiva. A denúncia do Ministério Público se baseava nas delações premiadas obtidas pela Lava Jato. Sobre isso, Damous escreveu:

“Gleisi Hoffmann 5 x 0 Lava Jato. Delação premiada não é prova. Aprendam de uma vez por todas os lavajateiros fascistas”.

Eles eram acusados de pedir e receber propina de R$ 1 milhão, supostamente desviado da Petrobras, para abastecer a campanha dela ao Senado em 2010.

Sem provas

Os primeiros a votar, o relator Edson Fachin e o revisor Celso de Mello, entenderam que não foi comprovado que a petista ofereceu contrapartida para receber os recursos. Por isso, os ministros resolveram absolver o casal das acusações da denúncia e votaram para condenar a senadora petista por falsidade ideológica eleitoral (Caixa 2).

Foto: Eduardo Matysiak

O entendimento, no entanto, não foi acompanhado pelo restante dos ministros que, além de absolverem a senadora e o ex-ministro por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, entenderam que não era possível imputar ao casal o crime de caixa 2 por falta de provas. Votaram desta maneira os ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewadowski e Dias Toffoli.

A Segunda Turma que absolveu hoje a presidenta do PT é a mesma que analisará, na semana que vem, um recurso da defesa de Lula que pede a liberdade do petista.