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28 de janeiro de 2016, 10h24

Delator afirma que governo de SP cancelou contrato para forçar propina

Atual presidente da Assembleia Legislativa, Fernando Capez (PSDB), e secretário estadual de Logística e de Transportes, Duarte Nogueira, são acusados de participação em esquema de fraude nos contratos ligados à merenda escolar do estado.

Atual presidente da Assembleia Legislativa, Fernando Capez (PSDB), e secretário estadual de Logística e de Transportes, Duarte Nogueira, são acusados de participação em esquema de fraude nos contratos ligados à merenda escolar do estado Por Redação* De acordo com o ex-presidente da Coaf (Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar) Cássio Chebabi, a Secretaria da Educação do governo Geraldo Alckmin (PSDB) cancelou um contrato com a entidade para pressioná-lo a pagar propina. A informação foi dada ao Ministério Público durante a investigação que aponta para um esquema de fraude em merenda escolar em São Paulo. Chebabi afirmou que a cooperativa venceu, sem licitação, uma...

Atual presidente da Assembleia Legislativa, Fernando Capez (PSDB), e secretário estadual de Logística e de Transportes, Duarte Nogueira, são acusados de participação em esquema de fraude nos contratos ligados à merenda escolar do estado

Por Redação*

De acordo com o ex-presidente da Coaf (Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar) Cássio Chebabi, a Secretaria da Educação do governo Geraldo Alckmin (PSDB) cancelou um contrato com a entidade para pressioná-lo a pagar propina. A informação foi dada ao Ministério Público durante a investigação que aponta para um esquema de fraude em merenda escolar em São Paulo.

Chebabi afirmou que a cooperativa venceu, sem licitação, uma chamada pública para fornecer cerca de R$ 13 milhões em suco de laranja para a merenda da rede estadual. Porém, logo depois o governo cancelou o contrato. Em seu depoimento, o ex-presidente da Coaf disse que coube a Marcel Ferreira Julio, um dos operadores do esquema, a função de ligar para o deputado Fernando Capez (PSDB), atual presidente da Assembleia Legislativa, para resolver a questão.

Mas, para isso, teria sido necessário fazer um acordo e pagar um percentual, o que foi aceito pelo delator. O secretário estadual de Logística e de Transportes Duarte Nogueira também foi acusado de ser beneficiário da propina de 10% sobre os contratos da Secretaria de Educação. Todos os envolvidos negam qualquer participação no caso.

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* Com informações do Estadão e Folha de S. Paulo

Foto de capa: Reprodução/YouTube

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