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25 de julho de 2018, 07h27

Delator diz que entregou propina na casa de Collor: ‘Trouxe 60, o senhor sabe?’ E ele respondeu. ‘Sei’

O entregador diz que Collor, ao ver o dinheiro, “não pôs a mão”, preferiu que o pacote fosse deixado em uma antessala do apartamento

Foto: Antônio Cruz/EBC/FotosPúblicas
O delator Rafael Ângulo Lopez prestou depoimento nesta terça-feira (25) onde revelou novos detalhes de uma entrega de propina ao senador e pré-candidato à Presidência pelo PTC, Fernando Collor (AL). A ação penal corre em sigilo no Supremo Tribunal Federal (STF) e investiga se o senador e outros dois comparsas cometeram os crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e participação em uma organização criminosa. O esquema de entrega de propina em domicílio, o “money delivery”, foi criado pelo doleiro Alberto Youssef. Segundo o entregador, a propina de R$ 60 mil, divididas em pacotes com cédulas de R$ 100, foi transportada até o apartamento de Collor amarrada nas...

O delator Rafael Ângulo Lopez prestou depoimento nesta terça-feira (25) onde revelou novos detalhes de uma entrega de propina ao senador e pré-candidato à Presidência pelo PTC, Fernando Collor (AL). A ação penal corre em sigilo no Supremo Tribunal Federal (STF) e investiga se o senador e outros dois comparsas cometeram os crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e participação em uma organização criminosa.

O esquema de entrega de propina em domicílio, o “money delivery”, foi criado pelo doleiro Alberto Youssef.

Segundo o entregador, a propina de R$ 60 mil, divididas em pacotes com cédulas de R$ 100, foi transportada até o apartamento de Collor amarrada nas pernas. Ao encontrar o “senhor Fernando”, o entregador diz que Collor, ao ver o dinheiro, “não pôs a mão”, preferiu que o pacote fosse deixado em uma antessala do apartamento.

“Eu tinha tirado o dinheiro que tinha levado nas pernas e coloquei no paletó. Eram R$ 60 mil em notas de R$ 100. Ele pediu para eu colocar numa mesinha que tinha lá, junto à parede, embaixo de um quadro. Ele não pôs a mão no dinheiro, mas pediu para deixar nessa mesa. Eu disse para ele: ‘trouxe 60, o senhor sabe?’ E ele respondeu. ‘Sei’. Eu deixei ali, acabei me despedindo, ele me acompanhou até a porta e eu desci”, disse o entregador.

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Em viagem, o senador Fernando Collor não foi encontrado para comentar. Por meio de assessoria, ele já afirmou ao GLOBO que estava convencido de que será absolvido nesse caso. “O senador já apresentou sua defesa, certo de que sua inocência será mais uma vez reconhecida pela Corte, a exemplo do que já aconteceu no passado”, diz a assessoria.

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