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27 de julho de 2017, 15h06

Delegado comemora: “48 horas sem homicídios na Baixada Fluminense”

“Já aconteceu de zerar um plantão ou outro, mas dois seguidos, eu nunca vi. Realmente é algo inédito”, disse o delegado.

“Já aconteceu de zerar um plantão ou outro, mas dois seguidos, eu nunca vi. Realmente é algo inédito”, disse o delegado. Da Redação* Tal e qual as placas de vítimas de acidentes de trabalho, o delegado Giniton Lages, titular da Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), no Rio, declarou, nesta quinta-feira (27): “Hoje, às 8h, comemoramos 48 horas sem homicídios na Baixada Fluminense. Fato inédito”. O policial está surpreso após dois dias “bem tranquilos”, sem ocorrências na especializada. Para o delegado Luis Otávio Franco, do mesmo setor, ações especiais tiveram destaque para esse resultado, “inédito” há pelo menos três...

“Já aconteceu de zerar um plantão ou outro, mas dois seguidos, eu nunca vi. Realmente é algo inédito”, disse o delegado.

Da Redação*

Tal e qual as placas de vítimas de acidentes de trabalho, o delegado Giniton Lages, titular da Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), no Rio, declarou, nesta quinta-feira (27): “Hoje, às 8h, comemoramos 48 horas sem homicídios na Baixada Fluminense. Fato inédito”. O policial está surpreso após dois dias “bem tranquilos”, sem ocorrências na especializada.

Para o delegado Luis Otávio Franco, do mesmo setor, ações especiais tiveram destaque para esse resultado, “inédito” há pelo menos três anos. Ele afirma ainda que, até as 12h desta quinta-feira, a DHBF continuava zerada de ocorrências.

– Já aconteceu de zerar um plantão ou outro, mas dois seguidos, eu nunca vi. Realmente é algo inédito desde o início da nova DHBF, em 2014. Nossa análise é de que tenha a ver com as operações recentes de combate às milícias. Semana passada, por exemplo, houve a Operação Queimados Livre. E um inquérito nosso deu origem a uma investigação da 58ª DP (Nova Iguaçu), que culminou na Operação Pizzo. Faltam alguns mandados a serem cumpridos, mas muita gente já foi presa – explica o delegado, salientando que o nome da operação faz alusão a uma taxa de cobrança da máfia italiana.

Ainda de acordo com Franco, a região da Baixada onde houve maior incidência de homicídios este ano, e que chamou a atenção da DHBF, foi Queimados.

HOMICÍDIOS NO ESTADO DO RIO

Dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), com base nos registros de ocorrências das delegacias de Polícia Civil de todo o Estado do Rio, indicam o acumulado de casos de homicídio doloso – quando há intenção de matar – praticados nos cinco primeiros meses de 2017: foram ao menos 2.329 vítimas.

Com relação ao mesmo período de 2016, isto significa que houve um aumento de 10,9% este ano, com 230 vítimas a mais.

O último relatório do instituto mostra que, somente em maio deste ano, 424 pessoas foram vítimas deste crime no estado, sendo que o número representa 55 casos a mais em relação ao mesmo mês de 2016 (14,9%). Já em abril, que teve um total de 430 desta vez, foram 45 vítimas a menos em comparação ao do ano passado.

Dentro de uma mostra mais abrangente, que também inclui os casos de homicídio doloso, o quadro referente à letalidade violenta indica que crimes como latrocínio, lesão corporal seguida de morte e homicídio decorrente de oposição à intervenção policial aumentaram 16,4%, sendo que o total deste ano, entre janeiro e maio, foi de 2.942.

*Com informações do Extra

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