05 de junho de 2018, 20h24

Delegado da Lava Jato em SP é afastado depois de defender punição a Alckmin, Temer e Aécio

Milton Fornazari perdeu o cargo após uma publicação no Facebook, na qual pedia a prisão de Michel Temer, do senador Aécio Neves (PSDB-MG) e do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB)

Foto: ADPF/Divulgação Milton Fornazari, o principal delegado que investigava inquéritos da Operação Lava Jato na cidade de São Paulo, foi retirado do posto. Ele integrava a Delegacia de Combate à Corrupção e Desvio de Verbas Públicas (Delecor) da PF e havia postado em rede social uma mensagem pedindo a prisão de Michel Temer (MDB), do senador Aécio Neves (PSDB) e do ex-governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB). Segundo reportgem de Gustavo Schmitt, de O Globo, após a postagem, Fornazari foi transferido para a Delegacia de Defesa Institucional, que investiga pedofilia e tráfico de mulheres, entre outros crimes. Fornazari comandava à frente...

Foto: ADPF/Divulgação

Milton Fornazari, o principal delegado que investigava inquéritos da Operação Lava Jato na cidade de São Paulo, foi retirado do posto. Ele integrava a Delegacia de Combate à Corrupção e Desvio de Verbas Públicas (Delecor) da PF e havia postado em rede social uma mensagem pedindo a prisão de Michel Temer (MDB), do senador Aécio Neves (PSDB) e do ex-governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB). Segundo reportgem de Gustavo Schmitt, de O Globo, após a postagem, Fornazari foi transferido para a Delegacia de Defesa Institucional, que investiga pedofilia e tráfico de mulheres, entre outros crimes.

Fornazari comandava à frente dos inquéritos da Lava-Jato, como os que envolvem as delações da Odebrecht, além de assinar a maior parte dos ofícios do caso do ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, apontado como operador de propina de políticos tucanos. Nessas investigações em curso, já foram prestados depoimentos de alguns colaboradores da empreiteira. Os inquéritos têm potencial para atingir tucanos, mas como são sigilosos, não se sabe detalhes. Atuou, ainda, em casos como o do cartel do Metrô e na apuração de desvios nas obras do Rodoanel.

A postagem no Facebook foi feita pelo delegado em 7 de abril, dia em que o ex-presidente Lula se entregou à Polícia Federal. No texto, ele destacou que era a hora de se investigar, processar e prender também políticos de outros matizes ideológicos, como o ex-governador Geraldo Alckmin, o presidente Michel Temer e o senador Aécio Neves que, nas palavras de Fornazari, se beneficiaram dos mesmos esquemas ilícitos que sempre existiram no país.

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