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05 de outubro de 2018, 20h50

Depois de coagir funcionários, dono da Havan é obrigado a dizer que o voto é livre

Justiça do Trabalho obrigou o dono da Havan, Luciano Hang, a publicar um vídeo em suas redes sociais e reafirmar em todas as lojas da rede que o voto é livre; antes, empresário aparecia em vídeos ameaçando funcionários caso Jair Bolsonaro (PSL) não fosse eleito

Foto: Reprodução
O empresário Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan, cumpriu decisão judicial nesta sexta-feira (5) e publicou em suas redes sociais um vídeo em que lê a sentença da Justiça do Trabalho que certifica que o voto deve sr livre. Em vídeos postados nas redes sociais, Hang aparecia coagindo e ameaçando funcionários a votar em Jair Bolsonaro (PSL). “Luciano Hang e Havan Lojas de Departamentos Ltda., em cumprimento à decisão judicial vem cientificar sobre o voto livre, com inteiro teor da decisão proferida no referido processo”, escreveu o dono da rede nas postagens. O juiz do trabalho Carlos Alberto Pereira...

O empresário Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan, cumpriu decisão judicial nesta sexta-feira (5) e publicou em suas redes sociais um vídeo em que lê a sentença da Justiça do Trabalho que certifica que o voto deve sr livre.

Em vídeos postados nas redes sociais, Hang aparecia coagindo e ameaçando funcionários a votar em Jair Bolsonaro (PSL).

“Luciano Hang e Havan Lojas de Departamentos Ltda., em cumprimento à decisão judicial vem cientificar sobre o voto livre, com inteiro teor da decisão proferida no referido processo”, escreveu o dono da rede nas postagens.

O juiz do trabalho Carlos Alberto Pereira de Castro, de Florianópolis, determinou ainda que sua decisão seja afixada em cada uma das lojas da rede e estabeleceu multa de R$ 500 mil por loja em que a sentença não seja exposta.

Assista, abaixo, a retratação de Hang.

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