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09 de outubro de 2013, 15h52

Depois de nove anos, mandante do “Massacre de Felisburgo” será julgado

Além do fazendeiro Adriano Chafik, réu confesso e mandante do crime, outros três acusados estarão no banco dos réus

Além do fazendeiro Adriano Chafik, réu confesso e mandante do crime, outros três acusados estarão no banco dos réus Por Igor Carvalho Adriano Chafik finalmente será julgado em Belo Horizonte (Foto: Mídia Ninja) Há quase nove anos, cinco trabalhadores rurais foram assassinados e outros 12 foram feridos por 16 pistoleiros em Felisburgo, Minas Gerais. As vítimas pertenciam ao acampamento Terra Prometida, do Movimento Sem Terra (MST), que ocupava a fazenda Nova Alegria, de Adriano Chafik, réu confesso e mandante dos crimes. Na próxima quinta-feira (10), finalmente acontecerá o Júri Popular do fazendeiro, em Belo Horizonte. Essa será a quarta tentativa...

Além do fazendeiro Adriano Chafik, réu confesso e mandante do crime, outros três acusados estarão no banco dos réus

Por Igor Carvalho

Adriano Chafik finalmente será julgado em Belo Horizonte (Foto: Mídia Ninja)

Há quase nove anos, cinco trabalhadores rurais foram assassinados e outros 12 foram feridos por 16 pistoleiros em Felisburgo, Minas Gerais. As vítimas pertenciam ao acampamento Terra Prometida, do Movimento Sem Terra (MST), que ocupava a fazenda Nova Alegria, de Adriano Chafik, réu confesso e mandante dos crimes. Na próxima quinta-feira (10), finalmente acontecerá o Júri Popular do fazendeiro, em Belo Horizonte.

Essa será a quarta tentativa de se julgar Chafik pelo “Massacre de Felisburgo”, nas últimas três os advogados do fazendeiro conseguiram adiamentos. Porém, juristas consideram remotas as possibilidades de que a defesa do mandante dos crimes consiga postergar novamente o julgamento.

Além de Chafik, estarão no banco dos réus, mais três acusados de serem contratados como jagunços: Francisco de Assis Rodrigues, Milton Francisco de Souza e Washington Agostinho da Silva.

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Chafik continua chegou a ser preso, mas teve o pedido de Habeas Corpus deferido após dez dias, pelo ministro do Supremo Tribunal de Justiça (STJ), Marco Aurelio Bellizze. Enquanto isso, famílias que moram no acampamento Nova Alegria vivem sob ameaças e foram incluídas no Programa Nacional de Proteção de Defensores de Direitos Humanos.

Cerca de 500 militantes do MST viajam a Belo Horizonte para acompanhar o julgamento e pedir justiça ao caso.

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