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12 de junho de 2007, 18h58

Depois do fim da greve de professores, ocupação entra no 41º dia

Em assembléia geral, docentes da USP suspendem paralisação, mas reiteram apoio aos estudantes que ocupam a reitoria.

Em assembléia geral, docentes da USP suspendem paralisação, mas reiteram apoio aos estudantes que ocupam a reitoria.

Por Redação

Em assembléia realizada na segunda, 11, os professores Universidade de São Paulo (USP) suspenderam a paralisação. A votação, apesar de não ser unânime, colocou um fim na greve iniciada no dia 23 de maio.

Representantes dos estudantes que ocupam a reitoria da universidade desde o dia 3 de maio também falaram. Eles pediram a continuidade da paralisação. Os docentes, apesar de optarem pelo fim da greve, prometeram manter as manifestações em apoio aos estudantes e contra o uso de violência para a retirada dos alunos da reitoria.

Uma assembléia-geral, dos estudantes, está marcada para esta terça-feira, 12, às 18h. Na assembléia, os estudantes que ocupam a reitoria prometem avaliar a decisão dos professores e discutir o rumo da ocupação.

Saída de Pinotti Os estudantes que ocupam a reitoria da USP divulgaram em seu blog uma “Declaração à Sociedade”, na qual pedem a saída do secretário estadual de Ensino Superior, José Aristodemo Pinotti.

O comunicado, divulgado no dia 10, alerta a sociedade para a mercantilização da educação “Pinotti como representante dos empresários da educação a frente para implementar um projeto educacional que fragmenta ensino, pesquisa e extensão para colocar a produção de conhecimento ainda mais a serviço do capital privado.”

Os estudantes, na nota, também, justificam a permanência na reitoria “por isso, seguimos lutando pela revogação completa e imediata dos decretos, o fim da secretaria de ensino superior e a saída de Pinotti.”