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22 de março de 2019, 10h22

Deputada Dani Monteiro é barrada no elevador da Alerj: “acontece toda semana”

“Já foram me buscar no plenário, no meio de uma sessão, dizendo seguidamente ‘esse espaço é só para deputados’”, disse

Foto: Facebook
A deputada estadual Dani Monteiro, negra, 27 anos, criada no Morro de São Carlos, foi barrada, nesta quarta-feira (20), no elevador de uso exclusivo dos parlamentares da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Ela escreveu sobre o assunto em sua conta no Twitter: Tomei posse na ALERJ há quase dois meses, e ainda hoje sou constantemente barrada nos elevadores, vagas e espaços exclusivos para deputados, como se eu não fosse um deles. É o racismo institucionalizado nos espaços de poder dizendo que nosso lugar não é aqui. — Dani Monteiro (@danimontpsol) 20 de março de 2019 “Tomei posse na...

A deputada estadual Dani Monteiro, negra, 27 anos, criada no Morro de São Carlos, foi barrada, nesta quarta-feira (20), no elevador de uso exclusivo dos parlamentares da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Ela escreveu sobre o assunto em sua conta no Twitter:

“Tomei posse na ALERJ há quase dois meses, e ainda hoje sou constantemente barrada nos elevadores, vagas e espaços exclusivos para deputados, como se eu não fosse um deles. É o racismo institucionalizado nos espaços de poder dizendo que nosso lugar não é aqui.

Já foram me buscar no plenário, no meio de uma sessão, dizendo seguidamente ‘esse espaço é só para deputados’. E parecem só acreditar que eu sou deputada quando algum homem branco confirma. Esse tipo de coisa acontece toda semana.

Apesar da indignação e do constrangimento, sei que essas manifestações são reflexo de um racismo enraizado nas instituições desse país. Abolimos a escravidão há 130 anos. Somos o país mais enegrecido do mundo fora da África. Negros e negras são a maioria da população brasileira.

Ainda assim, somos vistos como INTRUSOS nas Casas Legislativas desse país. É uma democracia onde o povo é estranho.”

Só este ano, de acordo com informações da coluna de Ancelmo Gois, a mesma coisa já tinha acontecido a outras duas deputadas negras: a federal Talíria Petrone (no Congresso) e a estadual Mônica Francisco (no TJ do Rio).

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